2 de março de 2013 às 09h55min - Por Mário Flávio

Dr. Demóstenes quer ações emergenciais

Antes da reunião da mesa de negociação do PCC os professores da rede municipal de ensino entregaram uma menção de repúdio ao vereador e líder do governo na Câmara, Dr. Demóstenes (PSD). O edil recebeu a nota, aceitou, mas disse que não concorda. Abaixo a íntegra da nota que foi votada na assembleia dos professores.

Segue a nota

Nos últimos dias, o vereador Demóstenes Veras tem afirmado, reiteradas vezes, nos meios de comunicação que o projeto do novo PCC vinha sendo discutido com a categoria há um ano e meio. Isso não é verdade. Desde o final da greve de 2011 existe uma Mesa de Negociação Permanente e, em nenhuma reunião, durante todo esse tempo, houve qualquer discussão sobre reformulação do PCC. Quando afirma, de maneira irresponsável, que os profissionais da educação já haviam discutido esse projeto espúrio, o referido vereador induz a opinião pública ao erro, tentando esconder da população a atitude autoritária do governo ao qual ele é líder na câmara, que reformulou um PCC sem a participação da categoria.

Entendemos que é normal, no estado democrático de direito, que o vereador líder do governo vá a público defender o executivo municipal. O que não é normal é fazer isso faltando com a verdade e demonstrando uma postura de total submissão ao prefeito, atitude que só explicita o quanto o vereador abriu mão de sua independência parlamentar.

É lamentável, portanto, que um vereador que, outrora, levantou bandeiras ligadas às demandas da categoria desempenhe, agora, o vergonhoso papel de inimigo da educação.

Caruaru, 21 de fevereiro de 2013.

Diretoria da Associação dos Trabalhadores em educação de Caruaru – ATEC


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro