29 de maio de 2012 às 23h43min - Por Mário Flávio

Professores do setor privado de ensino – em Estado de Greve desde o último dia 22 – poderão decretar greve nesta quarta (30), em nova assembleia marcada para as 8h30, no auditório da Faculdade Frassinete do Recife (Fafire – Avenida Conde da Boa Vista). O encontro da categoria acontece de forma simultânea à outra reunião, quando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE ) se encontra com o Sindicato Patronal (Sinepe), com presença de coordenador do Sinpro Pe, em uma tentativa de mediar a situação de impasse, arrastada desde o início deste ano.

A participação do MTE para mediar o conflito foi solicitada pelos professores. Isso porque na última rodada de negociações (a sétima), realizada nesta segunda-feira (28), a entidade patronal mais uma vez se recusou a ceder qualquer cláusula da pauta reivindicatória dos professores, gerando insatisfação e aumentando a tendência à paralisação da categoria; que já pode acontecer a qualquer momento a partir da decretação da greve – medida legal necessária antes da deflagração.

“Vamos fazer os encontros simultâneos porque dependendo da disposição demonstrada pelos patrões ao MTE, já enviaremos o recado à assembleia, que decretará greve. Na segunda-feira(mediação) tiveram a coragem de nos dizer que alguns pontos do Acordo Coletivo do ano passado não foram cumpridos porque eles esqueceram. Esqueceram? Estamos esquecidos, e vamos gritar para sermos lembrados”, disse o coordenador geral do Sipro Pernambuco, Jackson Bezerra.

Entre as cláusulas da pauta reivindicatória – todas recusadas -, além da unificação do piso em R$10 a hora aula para todos os níveis, os professores pedem também um mês a mais de estabilidade para a professora lactante (que não geraria nenhum custo ao patronato), ticket alimentação e redução do desconto de passagem de 5% para 3%. Mas o Sinepe não apenas não aceita, como ainda sugere inclusão de cláusulas polêmicas, como a instalação de câmeras nas salas de aula (criminalização do ambiente escolar), além da retirada da incidência da multa dos 50% sob o novo aviso prévio, o que prejudicaria as multas rescisórias e o período de estabilidade.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro