5 de abril de 2017 às 07h08min - Por Mário Flávio

Assembleia Sismuc

Do G1 Caruaru

Os professores da rede municipal de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, realizam nesta quarta-feira (5) e na quinta-feira (6) a ‘Parada da Educação’. De acordo com os docentes, o movimento tem caráter de advertência, cobrando diálogo com o Poder Executivo na cidade.

O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Caruaru, mas até o momento não obteve resposta sobre a falta do pagamento do piso salarial de parte da categoria, uma das principais reclamações da categoria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru (Sismucc), Eduardo Mendonça, vários assuntos estão na pauta de reivindicações dos professores. “Isso ficou marcado na assembleia passada. A parada é devido a falta de comunicação com o Executivo, visto que mandamos ofícios mas não existe iniciativa em negociar com os professores. Temos pendências com o Plano de Cargos e Carreiras (PCC), que foi promessa de campanha da prefeita, com os reajuste do Piso 2017 e qualidade da gestão do município”, disse.

Ainda de acordo com Eduardo, o atraso no pagamento do mês de março, aumentou a reclamação dos professores. “O atraso gerou ainda mais insatisfação, eles ficaram com mais vontade de mostrar que querem trabalhar com qualidade, respeito e salário”.
De acordo com a prefeitura de Caruaru, os vencimentos foram pagos nesta terça-feira (4) e houve um problema técnico para que os salários não entrassem no dia 31 de março. Eduardo Mendonça também informou que após a parada será realizada a avaliação da situação dos professores, prejudicados, segundo ele, desde a última gestão, com a aprovação do PCC.

Mais reclamação

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Rede Pública de Caruaru (Sinteduc) também promove uma agenda de críticas contra a gestão. De acordo com postagem na rede social do Sindicato, a classe vai promover mobilizações na semana que vem.
“Conforme deliberação da assembleia, a partir da próxima segunda-feira (10) os professores II ministrarão apenas 30 minutos de cada aula e os professores I trabalharão a metade do expediente. Essa ação, visa pressionar a prefeitura a cumprir a Lei do Piso Salarial”, diz o texto.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro