3 de agosto de 2012 às 05h30min - Por Mário Flávio

O julgamento coloca no banco de réus 38 acusados – Crédito: Fábio Cruz

Agência Brasil

Brasília – O primeiro dia de julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) terminou no início da noite de quinta (02) com a leitura de um histórico sobre o caso, baseado no relatório do ministro Joaquim Barbosa. Ele lembrou as acusações que pesam sobre cada réu e como o STF se posicionou em 2007, quando decidiu abrir a ação penal. O Supremo também negou que haverá desmembramento e, com um placar de 9 votos a 2, os ministros negaram pedido de advogados para que o processo fosse dividido em dois, o que levaria a maioria dos réus a ser julgada por um juiz de primeira instância.

Barbosa fez uma apresentação resumida do relatório de 122 páginas elaborado por ele no final do ano passado, cujo teor foi aprovado hoje pelo revisor Ricardo Lewandowski. A íntegra do relatório pode ser conferida no site do STF.

Antes da fala de Barbosa, o advogado Alberto Toron, que representa o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), pediu que o STF reconsiderasse a decisão sobre o uso de apresentações multimídia pelos advogados. A questão foi analisada ontem (1º) pelos ministros, que, por 5 votos a 4, entenderam que a inovação seria muito ousada para um caso de tamanha complexidade.

Ao retomar o assunto, Toron argumentou que o quórum estava incompleto e que o placar foi apertado, mas o assunto sequer chegou a ser discutido em plenário. Em resposta enérgica, o presidente Carlos Ayres Britto disse que a colocação era “impertinente” e encerrou o assunto.

O julgamento do mensalão será retomado nesta sexta (03), a partir das 14h, com as colocações do procurador-geral da República Roberto Gurgel. Ele explicará porque cada réu deve ser condenado, segundo a convicção formada pelo Ministério Público durante o processo.

A análise da questão de ordem sobre o desmembramento do processo, sugerida pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, acabou atrasando em um dia o julgamento já que, pelo cronograma elaborado pelo presidente do STF, estava prevista para hoje a manifestação dos primeiros cinco advogados de defesa, começando pelo representante de José Dirceu. Essa etapa agora ficou para segunda-feira (6).


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro