5 de janeiro de 2012 às 17h48min - Por Mário Flávio

O governador Eduardo Campos recebeu na tarde desta quinta-feira (05), no Palácio do Campo das Princesas, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante. O encontro teve como objetivo anunciar a doação de equipamentos para o telecentro do programa Computador nas Nuvens.

No entanto, além de debater temas referentes a esses investimentos em tecnologia, Mercadante também comentou sobre os repasses federais de contenção de cheias para o estado, realizados pelo Ministério da Integração Nacional, comandado por Fernando Bezerra Coelho. Recentemente, o ministro foi alvo de denúncias que apontaram um suposto direcionamento político dado por FBC a Pernambuco, concentrando 90% do orçamento de combate a desastres naturais para o estado.

Indagado sobre a importância dos repasses para Pernambuco, Mercadante respondeu: “os investimentos feitos em Pernambuco para prevenção de desastres naturais são fundamentais e imprescindíveis”. Sobre a construção de 5 barragens em Pernambuco, para contenção de enchentes, o ministro explicou que é preciso agilizar o andamento dessas obras. “A prevenção é importante e pode nos ajudar a evitar mortes, dessa forma as obras estruturantes, assim como a mobilização social, são necessárias. Agora, o país não tem todo o recurso necessário, mas precisamos correr contra o tempo para dar agilidade às obras, como é o caso dessas barragens, a fim de evitar novas tragédias”, explicou.

Indagado se considera que Fernando Bezerra Coelho soube gerenciar a destinação dos recursos de prevenção em Pernambuco, Aloízio reiterou que as obras são indispensáveis. “Essas obras foram tecnicamente justificadas e vão impedir que aconteçam de novo ocorrências trágicas com milhares de desabrigados e só com auxílio moradia foram gastos R$ 71 milhões. Agora, outros estados precisam de investimentos semelhantes, precisamos agilizar isso, os investimentos para construir as barragens Pernambuco representam 25% do que nós gastamos para recuperar o que foi destruído, então prevenir é muito melhor que remediar, sobretudo em casos de desastres naturais”, finalizou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro