23 de agosto de 2012 às 10h01min - Por Mário Flávio

O presidente do Sismuc em Caruaru, Eduardo Mendonça, reclamou que alguns pontos do acordo firmado entre a prefeitura e os professores da rede municipal de ensino em Caruaru não foram cumpridos, desde o fim da greve dos profissionais, em 2011. O professores reclamam ainda do corte de gratificação de regência de classe e dizem que não houve pagamento do salário dos professores contratados temporariamente durante a greve.

Ele argumenta que, dos cinco pontos exigidos anteriormente, três foram cumpridos apenas: cumprimento da tabela de vencimento exigido, início da carga de professor 2, com valor de 30% acima do professor 1, e pagamento de 3/4 do piso nacional ao professor com carga horária de 150h. Faltaria à Secretaria de Educação cumprir as exigências de gratificação de elevação de nível e mudança de classe e proporção de hora atividade em relação à jornada de trabalho.

Eduardo explicou que, ao encerramento da greve, ficou firmado que haveria uma comissão permanente de negociação e que o município teria a incubência de enviar um projeto de Lei para o Ministério da Educação para conseguir reforços do Fundeb, para garantir o pagamento da regência. No entanto, ele disse que isso não ocorreu. “Já que a prefeitura cortou metade da regência dos professores, alegando não ter recursos suficientes, nós pedimos que a prefeitura mandasse um projeto para que o Ministério enviasse reforço de recursos do Fundeb. Dessa forma, haveria recurso suficiente para poder pagar os 50% de regência. A categoria só aceitaria essa redução se o projeto fosse enviado e recusado pelo MEC. Depois de um ano, o secretário de Educação nos mandou um rascunho para o pedido de refoço do Fundeb, mas em um projeto sem número, nem protocolo, que não asssegura sua veracidade”, afirmou.

Ainda segundo Eduardo, não houve retorno por parte da Secretaria de Educação e os professores aguaram para realizar uma nova reunião. “Além disso, o professores não estão recebendo o valor da hora atividade nem a elevação de cargo. A categoria ficou de realizar uma nova assembleia, porque está dando um voto de confiança à prefeitura para que ela tome providências quanto a essas reivindicações”, completou.

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro