18 de janeiro de 2018 às 07h01min - Por Mário Flávio

Está marcada para amanhã, no Recife, uma assembleia geral extraordinária da Chesf para discutir mudanças no seu estatuto. Ela perderá sua autonomia, ficando totalmente subordinada à Eletrobrás, empresa que integra o Plano Nacional de Desestatização do governo Michel Temer.

Em Pernambuco, é grande a movimentação de políticos do PSB contra a privatização da Chesf com base no velho argumento de que se valeu Miguel Arraes para se contrapor à venda da empresa durante o governo FHC: privatizá-la significa privatizar também o São Francisco, já que ela depende do rio para sobreviver.

A propósito, pesquisa recente do Datafolha constatou que a maioria dos brasileiros é contra a privatização de nossas estatais, sobretudo do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobrás. Não por consciência política e sim pela “lavagem cerebral” de que foi alvo nas três últimas campanhas presidenciais, nos seguintes termos: o que é do estado é bom para o povo, e o que é privado não presta. Só que, na prática, o brasileiro está pouco se lixando sobre se nossa telefonia celular é controlada pelo estado ou por grupos privados. Quer que ela funcione e lhe ofereça serviços de qualidade.

Além do mais, depois que a Petrobrás foi saqueada por políticos inescrupulosos, que dividiam o poder com o presidente da República de plantão, quem mais se dispõe a sair às ruas para defender nossas estatais a exemplo do que se fez, por exemplo, na década de 50, com a campanha “O petróleo é nosso?”


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro