Pernambuco iniciou o ano de 2026 com destaque no cenário econômico nacional, registrando o maior crescimento do Brasil tanto na indústria de transformação quanto no comércio varejista. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
De acordo com o levantamento, a indústria de transformação pernambucana apresentou alta de 26,4% no acumulado do ano até fevereiro, em comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho coloca o estado com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Mato Grosso do Sul, que registrou crescimento de 10,3%.
A governadora Raquel Lyra destacou o resultado e atribuiu o desempenho ao conjunto de ações adotadas pela gestão estadual. “Pernambuco começa 2026 mostrando a força da sua economia, com resultados que colocam o nosso Estado na liderança nacional. Isso é fruto de um trabalho sério, com investimentos, melhoria do ambiente de negócios e compromisso com a geração de empregos e oportunidades para o nosso povo”, afirmou.
No setor varejista, Pernambuco também lidera com folga. O crescimento foi de 12,2% no acumulado até fevereiro, frente ao mesmo período do ano passado, segundo a PMC. O segundo melhor desempenho foi registrado no Acre, com alta de 6,7%.
A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que os números refletem uma política econômica voltada à produtividade e à inovação. “Estamos fortalecendo cadeias estratégicas, ampliando a competitividade das empresas e garantindo previsibilidade para novos investimentos. Esse crescimento é fruto de uma agenda estruturante que prepara o Estado para um ciclo contínuo de desenvolvimento”, pontuou.
O avanço da indústria de transformação foi impulsionado principalmente pela atuação da Refinaria Abreu e Lima, com destaque para a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, além do setor de metalurgia. Também contribuíram segmentos como a fabricação de máquinas e equipamentos elétricos, a indústria de borracha e materiais plásticos, produtos químicos e bebidas.
No comércio varejista, os principais destaques ficaram por conta dos hipermercados e supermercados, que cresceram 28,6%, além das vendas de equipamentos de informática e comunicação, com alta de 13,7%, e de eletrodomésticos, que registraram crescimento de 12,4%.
Os resultados reforçam o cenário de aquecimento da economia pernambucana no início de 2026, com desempenho acima da média nacional e avanço em setores estratégicos.
