12 de março de 2013 às 12h25min - Por Mário Flávio

Eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou, em culto de sua igreja evangélica, que seus fiéis precisam combater o projeto de lei que torna crime a homofobia. Avisou que não vai recuar de suas opiniões. O culto ocorreu ontem à noite em Ribeirão Preto, uma das principais filiais de sua igreja, a Catedral do Livramento, ligada à Assembleia de Deus. O evento contou com a presença de toda a cúpula da igreja do deputado.

Do lado de fora, mais de 200 pessoas protestavam contra sua eleição para a presidência da comissão na Câmara, ocorrida por acordo político entre os deputados. Feliciano teve de sair pelas portas dos fundos da igreja e seus fiéis usaram um cordão de isolamento em meio aos protestos de ativistas que chamavam o deputado de “racista” e “homofóbico”.

“Já arrumaram para mim uma saída estratégica, uma maneira de sair daqui”, disse aos fiéis. “Tudo o que está acontecendo é um mero teatro, um teatro dos horrores, onde querem punir um homem por expressar sua fé. (…) Não recuarei jamais. Estou disposto a morrer”, afirmou. Ele pregou por cerca de 40 minutos. Logo no começo, abordou o projeto que criminaliza a homofobia e que está em debate no Congresso.

“O projeto de lei que criminaliza a homofobia está sendo neste momento colocado em evidência. Estou sofrendo o que todos vão sofrer quando for aprovado. Nenhuma das senhoras, nenhum dos senhores vai poder ter a livre a expressão, poder pensar. Se não fizermos alguma coisa agora, amanhã não sei o que vai acontecer”, disse.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro