6 de março de 2012 às 10h30min - Por Mário Flávio

Reportagem de Johnny Pequeno na 7ª edição da Revista Conteúdo

Para as eleições municipais de 2012, o Partido Verde procura semear uma estrutura política consistente nos municípios de Pernambuco. Para atingir esse objetivo, serão necessárias articulações regionais por todo o estado. No agreste pernambucano, a interiorização do PV está sendo encabeçada por Alessandro Feitosa, que até dezembro de 2011 comandava a comissão provisória do partido em Caruaru.

Escolhido como coordenador regional do PV durante o encontro da Executiva Estadual em 10 de dezembro, A missão de Alessandro é discutir com os representantes verdes em cada município a construção de propostas de governo viáveis: “Entendo que cada município, tem suas particularidades e devemos procurar soluções viáveis para os problemas locais, sempre buscando a sustentabilidade e a qualidade de vida da população”. Apesar disso, o próprio Alessandro vai se candidatar a vereador apoiando a Frente Popular, em uma possível chapa de candidatura de Zé Queiroz pela reeleição em Caruaru.

Enquanto isso, Marcelo Rodrigues, atual secretário de Meio Ambiente do Recife, estuda como viabilizar sua pré-candidatura também à prefeitura de Caruaru. Uma das estratégias de Marcelo nesse sentido foi retomar a presidência da comissão provisória do partido, já que ele havia tirado licença para assumir o cargo na prefeitura do Recife, deixando o partido nas mãos de Alessandro.
Com isso, Marcelo tenta afastar o PV da proposta de apoiar a Frente em Caruaru, a fim de lançar-se candidato de forma independente, mas não é essa a ideia de Alessandro Feitosa; o que gerou especulações de atritos entre os dois verdes, embora os mesmos neguem qualquer tipo de desentendimento, uma vez que o próprio Alessandro disse respeitar a postulação de Marcelo.

Este pleito, contudo, pode encontrar resistências nas próprias intenções de voto da população. Em pesquisa divulgada pelo Instituto Exatta no início deste ano colocou Rodrigues com apenas 2% de votos. Mas ele acredita em uma guinada: “Após o término do carnaval, quando Marina Silva e outras lideranças do partido apresentarem a minha pré-candidatura, a gente vai atrair as pessoas indecisas”, projetou.

Com o mesmo espírito de candidatura própria estão os verdistas Manasses Simões, em Santa Cruz de Capibaribe, e Ildefonso Rodrigues, em São Caetano. O primeiro quer empurrar uma terceira via no polo de confecções do agreste, contra os Boca Pretas – representados hoje por Edson Vieira (PSDB) – e os Taboquinhas – representados pelo deputado Zé Augusto Maia (PTB). Já Ildefonso não é de São Caetano, mas já mora há muitos anos na cidade e tem se destacado entre os caciques locais, como o prefeito Jadiel Braga (PTB) e seu adversário, o ex-deputado Esmeraldo Santos (PP).

Em comum, Ildefonso e Manasses compartilham o fato de já terem recebido propostas para comporem as chapas tradicionais em cada cidade. No entanto, tanto um quanto o outro dizem querer seguir as orientações da Executiva Estadual e ser independentes. Na verdade, Ildefonso já havia conversado com o vice-governador João Lyra (PDT), em busca de apoio.
O desafio, como em Caruaru, é superar o estigma de um pleito incipiente fazendo frente a grupos políticos que reúnem apoio em nível local e estadual.



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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro