27 de fevereiro de 2020 às 08h54min - Por Mário Flávio

O Partido Novo tinha tudo para ser forte em Caruaru. Após o lançamento teve reunião com a presença de importantes nomes da sociedade local. No entanto, as exigências da legenda e falta de espaço local fez o Novo definhar em Caruaru. Primeiro perdeu o professor João Antônio para o PSL. Outro que poderia ser candidato a vereador pela legenda Jefferson Tepo migrou para o Cidadania.

Os liberais também partiram para consultorias e debater a cidade de outras maneiras e a quarta-feira de cinzas teve mais uma baixa na legenda. O presidente do Novo no município, Diego Cintra, comunicou a saída de legenda. Ele fez duras críticas a direção do Novo e disse que o Partido atrapalha o governo Bolsonaro, além de ser parceiro de ideias de partidos de esquerda. Segue a íntegra do comunicado.

“Tornando pública minha desfiliação do Partido Novo

Após alguns meses contribuindo para o desenvolvimento do Partido Novo em Caruaru/PE, venho tornar pública minha decisão de desfiliação do partido.

A decisão foi tomada após uma série de insatisfações pontuais com a política interna do partido, bem como dos posicionamentos públicos do presidente nacional.

Em que pese minha concordância e apoio às bandeiras liberais, sobretudo econômicas, defendidas com muita competência pelos líderes, estatuto e detentores de mandato do partido, a posição de conflito permanente com o governo federal, partindo principalmente da cúpula nacional do partido, tornou insustentável minha permanência frente às minhas convicções pessoais.

Tenho percebido que hoje muitos dos que bradam pela defesa da estabilidade das instituições e respeito à democracia estão sendo os primeiros a atacarem de forma mesquinha o desempenho do mandato – democraticamente obtido – do Presidente da República. Ao invés de críticas pertinentes, o que se vê são ataques, aproveitamento político e desgastes absolutamente desnecessários do governo, diante do que se tem conseguido.

O governo federal tem tido êxito em aplicar uma agenda liberal, de reformas econômicas e ampliação das liberdades, de maneira independente, sem sucumbir à velha política de troca de favores, indicações e verbas com o Congresso Nacional (ao menos não da forma como até então vinha sendo exercida pelos governos anteriores, resultando na já constatada corrupção sistêmica e no verdadeiro comprometimento dos pilares democráticos).

Dessa forma, ao alinhar o discurso com socialistas, corruptos condenados e políticos responsáveis pelas graves crises pelas quais o país passou, a cúpula do Partido Novo, na figura de seu presidente, mostra que se importa mais com o futuro cenário eleitoral do que com a estabilidade necessária para a aprovação das reformas que o Brasil ainda precisa (em que pese o apoio dos parlamentares do partido às mesmas).

Assim, me desligo do partido ao tempo em que sigo firme no propósito de defender os avanços legislativos e institucionais que o país tanto precisa, por ora de forma independente para fazer as críticas e contribuições que acredito de fato serem pertinentes ao momento em que vivemos.

Caruaru, 26 de fevereiro de 2020.

Diego Cintra


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro