A pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso do Banco Master voltou a dominar os debates no Congresso Nacional nesta quinta-feira (21). Durante sessão conjunta destinada à análise de vetos presidenciais, deputados e senadores da oposição e da base governista cobraram a abertura da CPI ou CPMI, mas o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, decidiu não realizar a leitura do requerimento necessário para instalação da comissão.
Entre os parlamentares que defenderam a investigação estiveram o senador Flávio Bolsonaro, o senador Eduardo Girão, o deputado Lindbergh Farias e a deputada Heloísa Helena. Nos discursos, os parlamentares defenderam que o Congresso avance na apuração de possíveis irregularidades envolvendo o banco e suas conexões políticas.
Durante a sessão, Alcolumbre afirmou que a decisão sobre a leitura do requerimento não seria automática e caberia à Mesa Diretora do Congresso. A postura provocou reação imediata de parlamentares da oposição, que alegam já existir número suficiente de assinaturas para criação da comissão.
O caso do Banco Master vem gerando forte repercussão em Brasília desde o início do ano, após denúncias envolvendo operações financeiras suspeitas e possíveis relações com agentes públicos. Parlamentares já acionaram o Supremo Tribunal Federal em outras ocasiões para tentar obrigar a leitura do requerimento da CPI.
Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a instalação da CPI pode atingir integrantes de diferentes campos políticos, aumentando a tensão entre governo, oposição e Centrão. Apesar da pressão pública, aliados de Alcolumbre admitem que a tendência é de resistência à abertura da comissão neste momento.

