9 de abril de 2015 às 08h27min - Por Mário Flávio

A Câmara aprovou por votação simbólica, requerimento para encerrar a discussão do Projeto de Lei 330/04, que trata da regulamentação do trabalho terceirizado no Brasil. Deputados contrários à proposta chegaram a defender a votação nominal do requerimento, mas desistiram do pedido. O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que a votação de de ontem foi apenas do mérito do projeto. Cunha acrescentou que as votações das emendas e dos destaques que sugerem alterações no texto da proposta serão realizadas a partir de terça-feira (14). Pela manhã, o relator leu o parecer, que foi discutido durante toda a tarde no plenário da Câmara.

O plenário rejeitou todos os instrumentos de obstrução apresentados para impedir a votação do projeto, que divide os dois maiores partidos da Câmara. O PMDB defende a aprovação e o PT é contrário à proposta. As lideranças dos dois partidos também têm posições contrárias à terceirização. Peemedebistas elogiam o projeto, afirmam que ele protege os trabalhadores e que a maioria dos artigos é de proteção dos trabalhadores. Para os petistas, a proposta é uma precarização do trabalho. 

O ponto mais polêmico é o que estende a possibilidade de terceirização a todas as áreas das empresas, inclusive para atividades fins. Hoje, a Justiça do Trabalho limita a terceirização a áreas como limpeza e segurança, entre outras. A proposta regulamenta as obrigações das empresas contratantes e terceirizadas, obrigando a contratante a fiscalizar o pagamento de obrigações trabalhistas pela terceirizada e as fornecedoras de mão de obra a serem especializadas em um segmento.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro