2 de fevereiro de 2017 às 10h02min - Por Mário Flávio

Na última quarta-feira, os parlamentares oposicionistas se reuniram com os representantes da Associação de Cabos e Soldados (ACS), Ação dos Militares do Estado (AME) e Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco (Aspra) para discutir as reivindicações da categoria e forma de contribuição do Poder Legislativo para por fim ao impasse entre militares e o Estado. Nesta quinta-feira (2), representantes das associações militares vão acompanhar a sessão no plenário para pressionar o Governo a enviar a proposta para a categoria e realizam uma reunião em frente à Assembleia.

Para o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da bancada, é preciso reabrir o diálogo e distensionar as relações entre Estado e policiais para recolocar a segurança de Pernambuco nos eixos. “O Governo do Estado encerrou unilateralmente a mesa de negociação com a categoria, prometeu apresentar uma proposta agora no retorno do recesso parlamentar, mas até não cumpriu o prometido, ampliando ainda mais a insatisfação da categoria”, avaliou.

Segundo o presidente da Aspra, José Roberto Alves, a intransigência do Governo do Estado está jogando a categoria para a radicalização. “A postura autoritária do Governo está prolongando esse impasse. Para nós, é importante ter o apoio dos senhores deputados para construir uma saída. Queremos o apoio dos senhores para acompanhar o projeto, mas também para combater eventuais perseguições”, pediu.

Líder do PTB na Alepe, o deputado Augusto César se apresentou aos militares para ajudar a negociar uma saída para a crise. “Estamos à disposição da categoria para construir uma saída para uma crise que não interessa ao Estado, à categoria e muito menos À sociedade”, destacou.

Albérisson Carlos, presidente da ACS, reforçou o caráter legalista do movimento. “Nosso movimento é pautado na legalidade, mas o Estado tem feito de tudo para acirrar os ânimos. Estamos buscando melhorias efetivas para toda a categoria e o apoio da Oposição, nesse momento, é essencial para a nossa luta”, afirmou.

Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, o deputado Edilson Silva condenou a proibição de livre associação imposta pelo Governo, assim como a proibição de policiais e bombeiros militares participarem de encontros mesmo em sua folga. “O direito à livre associação é constitucional. Podemos avaliar, no âmbito da comissão, um encontro entre os representantes militares e da categoria para avaliar abusos e um eventual termo de ajuste de conduta”, propôs.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro