11 de setembro de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

No hino Nacional Brasileiro existe um trecho que deveria ser melhor apreciado por nossos edis: “Verás que um filho teu não foge à luta”. Pois bem, ironicamente no palanque da prefeitura de Caruaru no último dia da independência foi colocada uma faixa que continha o tal trecho, mas não correspondia com o que de fato ocorria no momento. Havia uma ausência gritante da maioria de nossos representantes que claramente se esquivaram dos possíveis protestos, colocando em seus lugares subordinados de extrema obediência, onde fuga é nome de licença e homenagem ganha status de forca ou sacrifício espontâneo.

Concordo com a cientista política Perpetua Dantas, e acrescento que o prefeito deveria está nos atos ao invés de mandar seu “dublê”, seja para ser aplaudido ou vaiado. Isso é no mínimo o risco ou consequência que um cargo público deve submetê-lo num estado democrático representativo, que não deixa no tal momento de está carregado de um simbolismo nacional, no que diz respeito o dia 07 de setembro. E não esqueçamos o dia 18 de maio que ocorreu um fato semelhante, no entanto sua abrangência se restringe ao nosso município.

Não é questão de homenagens e desprestígios ou coisa parecida, os atuais administradores municipais devem reconhecer que de fato essa categoria de profissionais da educação, que já é desvalorizada em nível de Brasil, no caso de nossa cidade é ainda pior, pois a mesma está sendo perseguida. O prefeito fala de um piso salarial como se fosse um teto. O que acaba aparentando (para não dizer certeza e ser chamado ser rotulado como equivocado) é que o motivo desta perseguição de “gato e rato” foi o apoio do sindicato que representa os docentes a outra candidatura na eleição municipal passada. No entanto, deixo claro que não concordo com sindicatos que apoiam diretamente candidaturas aos cargos públicos ao ponto de fazer campanha política seja para candidatura “A” ou “B”.

Devemos lembrar também que estas entidades (sindicatos) são aparelhos ideológicos do Estado e estaríamos sendo inconsequentes ao pensar que os mesmos não fazem parte do jogo político brasileiro. Dito isto, não esqueçamos também que o sindicato não tem o poder de comando sobre os votos dos docentes, pois da mesma maneira que os guias eleitorais e campanhas de porta a porta podem enfatizar suas causas ideológicas, também não tem uma hegemonia determinista do voto a seu favor, contudo deve ser enaltecido que muitos professores também votaram em Queiroz e sua turma. E isso se chama democracia! Deste modo, vivemos uma que nos dar o direito de escolhas representativas, sejam elas em favor de um ou de outro.

O bom gestor não é o que se vinga de seus adversários políticos e sim o que os conquista. E isso não está acontecendo, vi esses dias Queiroz dizer em uma entrevista concedida a um radialista da cidade, quando perguntado sobre as realidades distintas, que não vê diferença da Caruaru dos guias eleitorais para a Caruaru das periferias, isso é um absurdo! Ele (não só ele, mas todos) como gestor tem que reconhecer os erros e admitir algumas ineficiências constatadas pela população. Ou será que Queiroz pensa que todos que veem problemas ou equívocos em suas comunidades são seus inimigos ou adversários políticos? Penso que não é bem por ai o caminho. Humildade é um sentimento digno onde se reflete nas ações cotidianas, fator esse que talvez esteja faltando a alguns gestores, vereadores e subordinados em nossa cidade há algumas décadas que veio a tona de forma veemente nos últimos anos.

*Jefferson Abraão membro do CARP Caruaru – Coletivo de Ação e Resistência Popular de Caruaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro