20 de junho de 2012 às 08h00min - Por Mário Flávio

Faltam apenas 04 meses para as eleições 2012. Em outubro desse ano todos os cidadãos brasileiros serão convocados para votar em prefeito, vice-prefeito e vereador nas suas cidades. Vamos todos dar espaço para a “festa da democracia”, como alguns gostam de chamar, e é interessante perceber como cada pessoa ou grupo participa à sua maneira desse momento importante para o país.

Enquanto uns comparecem à cabine de votação a muito contragosto, reclamando do governo e amaldiçoando a obrigatoriedade do voto, outros se dedicam de corpo e alma ao processo eleitoral, trabalhando até o encerramento das sessões e acompanhando com atenção a apuração dos resultados.

Os motivos que levam as pessoas a se mobilizarem não somente no dia mas durante todo o ano eleitoral são os mais diversos possíveis, o que não nos impede de refletirmos sobre a legitimidade de alguns.

Dentre aqueles que se dedicam à vida política identificam-se uns poucos que são conscientes da responsabilidade inerente a essa atividade e a tratam com o devido respeito ético e moral. Mas não raro, sobretudo no Brasil, é fácil reconhecer algumas pessoas que enxergam no processo político uma oportunidade para obter ganhos pessoais através da utilização da máquina pública para satisfação de interesses privados em detrimento do interesse público original. São pessoas assim que corrompem o verdadeiro espírito democrático e o maculam com a mancha da corrupção pessoal.

A situação é tão comum no país que em muitos casos é tratada inclusive com uma certa naturalidade. Com efeito, quantos não torcem para a eleição desse ou daquele candidato somente para conseguir um emprego na prefeitura, um trabalho na câmara ou “bico” em alguma secretaria? Essas pessoas, ainda que não percebam, colaboram para o aumento da descrença no regime democrático, para a falência do sistema político atual e para o descrédito de toda a classe política. Vestir a camisa de um candidato esperando um emprego como “favor” é tão reprovável quanto vender o seu voto por um quilo de feijão, a diferença está somente no peso do saco que se vai receber.

É por isso que é tão urgente que se ponha um fim ao atual sistema de loteamento dos cargos comissionados da administração pública. Se por um lado o político eleito tem o direito de formar a sua equipe de gestão por outro ele não pode fazer leilão dos cargos que, enquanto administrador, tem a seu dispor. Os concursos públicos devem ser a regra, e não a exceção, para o preenchimento das vagas em todas as esferas de governo.

Desse modo, que ao longo do período que antecede o processo eleitoral possamos focar em discussões que realmente digam respeito ao interesse público de cada região. Vamos discutir propostas para o todo e não somente para alguns, e fazer com que a vitória de um seja a vitória de todos.

Diego Cintra é professor universitário


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro