2 de agosto de 2013 às 08h55min - Por Mário Flávio

Aquele chapelzinho redondo na cabeça dos Papas vem de muito longe. Desde o século XIX vem sendo usado por diversos religiosos, seja Judeu, protestante, católico… A boina ou Quipá traz consigo vários significados, como “lembrança da soberania de Deus”, “somente para Deus”, ou simbolismo de poder. Quando o Papa Francisco faz o gesto de tirar seu solidéu e oferecer para outra pessoa, ou até mesmo colocar na cabeça dela é mais um gesto que nos chama a atenção para o fato do poder pertencer ao povo, ao próximo, ao outro.

Antes de se encher de soberba por deter conhecimento ou santidade devo ter consciência de que o que me foi dado também pertence ao outro. A fé no Deus lá do alto se revela em ações práticas na vida de meu próximo cá em baixo. Se assim não for ela perde seu sentido. Percebo sinais de quem anda com Deus, já que não devo julgar pela aparência de roupas, semblantes ou discursos, em gestos que me tragam a lembrança a semelhança dele, que sendo Deus deixou isso de lado e tornou-se um como nós.

Adoração que fecha os olhos para realidade de miséria da terra é indiferença. Oração que não se manifesta em amor pelos outros é hipocrisia. Devoção sem se doer com o que dói no outro é falsa. Arrogância e prepotência não combinam com Deus. Assim, pode ter muito líder religioso carismático e influente, mas se seus atos são de covardia, egoísmo e vaidade podem estar a serviço de qualquer coisa ou pessoa, mas jamais de Jesus Cristo.

Estarei mais perto de Deus quanto mais eu cuidar e revelar seu amor aos que enfrentam a solidão, dor e perda do sentido da vida. E este mesmo Deus não pretende que eu viva salvaguardado em um edifício enquanto o mundo clama por justiça e política decente. Feliz de quem consegue compreender essas coisas, pois já encontraram a razão maior de nossa existência.

JAJÁ…

Passou na eleição que não era
Para ser eleito, mas foi.
Mandato a sério, levou,
Conseqüência veio depois.

Quando brinca, assusta.
Enquanto dança, refaz.
Tanto brilho ofusca.
Aquando de se vai.

De erros passados não se vive
Relevá-los bom já não é
Enfrentá-los torna-se leve
Quando junto de tantos se vê.

Em brete não se deteve
Voltando a voar o seu vôo
Continuar, não será fácil
Tendo a edilidade a se opor

Juízo daqui pra frente
Quem mais precisa menos tem
Que seja terno enquanto firme
Praticando sempre o bem.

FOI NUM DIA COMO HOJE
Em 2 de agosto de 1989, pernambucanos choravam a morte do Rei do Baião. Luiz Gonzaga do Nascimento sofria de osteoporose e morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, em Recife. Há 24 anos.

REFLETINDO COM O VELHO LUA
“Quando faço um protesto, chamo a atenção das autoridades para os problemas, para o descaso do poder público, mas quando falo do povo nordestino não posso deixar de dizer que ele é alegre, espirituoso, brincalhão. Eu sempre procurei exaltar o matuto, o caboclo nordestino, pelo seu lado heróico. Nunca usei a miséria desvinculada da alegria.” Luiz Gonzaga


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro