5 de fevereiro de 2014 às 11h35min - Por Mário Flávio

Vivemos no período da história do Brasil, onde a convivência democrática alcançou sua maior longevidade, exatos 28 anos. Somados aos 21 anos do período de reconstituição de 1945 a 1964, verificamos que as práticas democráticas e o exercício da cidadania, não só é algo recente como também mas de curta duração em nossa história. Em 514 anos desse país, mais de 300 anos convivemos com a escravidão, 41 com a República oligárquica e 36 anos de ditaduras.

Carregamos estes legados em nossos ombros, que trouxe um efeito nefasto para nossa cultura política. Estamos no início do século XXI, no qual alguns estudiosos chamam de sociedade do conhecimento e outros de sociedade pós-moderna, mas quando olhamos para a realidade política cotidiana, parece que mal chegamos ao século XX.

Assistimos perplexo a banalização da política e a futilidade que se tornou o processo eleitoral, onde as formas mais dissimuladas de autoritarismo se difundem, onde os coronéis se travestem de democratas, onde o clientelismo e o fisiologismo pautam as metas, a ética e a liturgia da gestão pública.

Presenciamos um crise de descrença nas instituições políticas e dos próprios políticos. Ou seja, os políticos vão ficando cada vez mais parecidos, os partidos vão perdendo seu conteúdo programático, sua coerência e sua ideologia vai deixando de ser sua referência e identidade de sua luta. A política deixa de ser arte para tornar-se barganha.

Nos que dedicamos nossa vida e nossa causa aos movimentos sociais, que bebemos nossa convicções na fonte primária da esquerda. Que acreditamos no diálogo com a sociedade civil organizada e no respeito ao contraditório, não podemos nos furtar num momento tão decisivo para a história do nosso município, do nosso Estado e do nosso País.

Acreditamos que uma verdadeira democracia popular e o exercício pleno da cidadania são os únicos caminhos de construção do Estado Democrático de Direito. Para tanto acreditamos que é necessário, levantarmos nossas bandeiras, reviver nossas palavras de ordem, encher os cyber espaços e principalmente as praças e reinventar as utopias.

O maior teórico de esquerda do século XX, Lênin, nos ensinou “ que temos que ser radical, mais até onde nossa realidade permite”.
Falando agora de sucessão estadual em Pernambuco, e, observando esse contexto, analisando o cenários e as diversas contradições que forma a conjuntura atual, acredito que João Lyra Neto, seja o melhor nome para governar o Estado de Pernambuco, pela seguintes razões:

. Por agregar tanto pela ótica social e econômica, com pela ótica política, setores, segmentos e classe mais sintonizadas com um projeto democrática e popular;

. Pela sua capacidade de diálogo e conciliação;

. Por sua transparência e dedicação como homem público;

. Por sua história de vida e seu compromisso com as causas da democracia;

. Por entender a política como um ato de devoção e não de profissão;

. Pela coragem de defender suas convicções política, independe custo eleitoral;

. Por possuir uma visão moderna e eficiente de governar sem perder o foco da dimensão social;

. Como empresário não frertou com os entreguista e nunca conspirou contra a classe trabalhadora.

Com João Lyra Neto, a Frente Popular de Pernambuco, se recicla historicamente, ganha uma nova cor, novo tom e novo conteúdo social, significa o avanço nos movimentos sociais e não um retrocesso. Aliás, o jogo no xadrez político em 2014, vai ser decidida entre as forças populares e democrática e as força oligárquicas e reacionárias que por uma carona histórica hoje habitam a frente popular.

*Wilon Dodson Valença Sobral, membro do Partido dos Trabalhadores, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ativista das causas dos Direitos Humanos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro