4 de maio de 2012 às 08h36min - Por Mário Flávio

Relutei muito em postar qualquer comentário aqui, sob pena de não me conter e acabar ferindo sentimentos e contrariando posições aqui já expostas. Porém, como vi que havia nos comentários um “que” de não entendimento a respeito da forma como se programou e processou o I Seminário de Políticas Públicas do PT Caruaru, como Secretário de Formação Política e um dos responsáveis pelo desenrolar do mesmo, me vejo obrigado a esclarecer o seguinte:

1º) O I Seminário do PT Caruaru foi  proposto, aprovado na direção do partido e implementado com a finalidade de “unificar as propostas de políticas públicas que o PT apresentaria (como de fato estará a partir de agora apresentando), aos demais partidos representantes da Frente Popular em nosso município, bem como, ao atual Prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), também integrante da Frente Popular.

2º) Fizemos os preparativos da forma mais democrática possível, inclusive com definição de datas para apresentação e debate prévio de propostas por todos os coletivos internos do PT, bem como, todos os demais filiados não integrantes de tendências (os chamados independentes). Isso foi feito. Durante mais de 45 dias estivemos recebendo, debatendo e elaborando propostas para incluir no documento final.

3º) Um dos coletivos propôs que as inscrições fossem gratuitas, para facilitar a participação dos filiados. Tal proposta foi acatada, porém, como o PT não tem caixa suficiente para arcar com tais despesas, foi proposto e aprovado que todas as despesas com o I Seminário de Políticas Públicas do PT Caruaru seriam divididas, igualitariamente entre as quatro tendências internas que compõem o partido em nossa cidade. Fizemos o orçamento e passamos para todos os coletivos. É certo que não pudemos contar com o apoio de todos os coletivos, mas o seminário tinha que ser realizado e assim o fizemos. Reservo-me o direito de somente emitir opinião a respeito de compromissos assumidos e não cumpridos por tal ou qual força política na reunião específica que o partido fará justamente para avaliação do seminário, mesmo porque, sou do pensamento que “roupa suja se lava em casa” e não através de blogs e imprensa no geral. Nada contra quem pensa diferente, mas penso e procuro agir dessa maneira.

 

4º) Quanto ao formato do seminário, realmente, se comparássemos com a forma como geralmente fazemos, poder-se-ia dizer que faltou debate das propostas e ideias, porém, como esse debate se deu (ou deveria ter se dado), ao longo dos cerca de 45/60 que antecederam o seminário, o documento chegou ao dia 29.04.2012 já devidamente debatido e, portanto, pronto para homologação, o que de fato foi feito. Todas as propostas apresentadas pelas companheiras e companheiros foram aproveitadas, posto que, todas estavam inseridas naquilo que chamamos “MODO PETISTA DE GOVERNAR”, ninguém teve suas sugestões e propostas apresentadas preteridas pela comissão que se responsabilizou pela organização e redação do documento final.

5º) Àquelas e aqueles militantes que porventura não tenham tomado conhecimento da forma como foi elaborado o documento e dos debates que antecederam o seminário, digo que, como se tratou apenas do I Seminário, não se preocupem, outros seminários virão e suas propostas com certeza serão recebidas, avaliadas e, se entendermos que estão dentro da visão que defendemos enquanto petistas, constarão dos documentos dos próximos seminários.

6º) Finalmente, quanto às falas dos palestrantes, não me preocupei se trataram de ações ligadas às suas áreas de atuação, no setor público municipal ou mesmo estadual, me preocupei mais em verificar que, em todas as falas, ficou claro que o PT está fazendo, está colaborando, está tentando implantar em suas áreas específicas, as políticas públicas que defendemos. Portanto, quer tenham falado de suas pastas específicas, quer tenham discorrido de forma genérica sobre políticas públicas, entendo que o objetivo foi alcançado.

7º) Finda essa primeira etapa, temos a certeza de que, o dever foi cumprido, o documento está pronto para ser encaminhado aos representantes da frente popular como nossa contribuição para a próxima gestão municipal.

Por fim, quero exortar a cada militante desse aguerrido partido a tomar sua parte na grande responsabilidade que nos é imposto o atual momento. A partir de agora temos a obrigação de iniciarmos o debate interno em relação às posições a serem adotadas, e, sempre tomando como paradigma o documento político saído do I Seminário de Políticas Públicas do PT Caruaru, tentarmos embrandecer o debate político em nossa cidade, já que, como bem sabemos, tal sempre se deu, infelizmente, na base da ocupação de espaço ou troca de favores em detrimento do compromisso político de implementar-se propostas de políticas públicas que realmente venham a atender aos anseios da população. Agora veremos de fato quem tem interesse em construir ou apenas aparecer. Agora veremos a diferença entre quem quer crescer junto com o PT e quem quer apenas usar nosso partido como escada.

Apesar de parecer um desabafo, e de certa forma o é, quero deixar bem claro que, buscarei no PT de Caruaru, nesse novo momento, envidar todos os esforços para que as birras e picuinhas internas não tirem o brilho desse que é simplesmente o melhor e maior partido político da América Latina.

Aos que pensam diferente disso, meu respeito e uma frase para reflexão: “ENQUANTO OS CÃES LADRAM A CARRUAGEM PASSA”. É isso. E tenho dito.

Adilson Lira

Secretário de Formação Política do PT Caruaru

Coordenação Estadual da DS – Democracia Socialista (tendência interna do PT)


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro