28 de dezembro de 2012 às 09h51min - Por Mário Flávio

A frase está em Lamentações 3:21 e é do profeta Jeremias (“Yirmeyahu – O Senhor Estabelece”). Nascido em 647 a.C. profetizou cerca de quase um século depois de Isaías, e ambos levaram mensagens de condenação ao reino de Judá em decorrência de seu pecado. Era impopular chegando a ser desprezado e perseguido pelos reis devido à mensagem grave de suas profecias contra a monarquia, os falsos profetas, os sacerdotes e contra os injustos. Tido como um profeta que morreu como viveu: de coração quebrantado, pregando a um povo irresponsável.

Nesta última coluna minha do ano esta é a palavra de ordem: ESPERANÇA!
Ao olhar para trás, revendo 2012 posso não ter tantas boas memórias. Rever fatos e eventos que marcaram o ano de forma negativa é uma forma realista de encarar a vida e possibilitar reajustes, possíveis erros e buscar acertar mais. Que seja neste sentido. Para reavaliar e buscar consertar. Essa deve ser uma prática para todos nós. Para os pais e filhos, para patrões e empregados, para os eleitos e reeleitos, os recém nomeados em seus cargos e funções.

O ano novo se aproxima e muita coisa errada parece ainda insistir em continuar. Certa notícia gostaria de não ver repetir, mas elas estão ai: “Cerca de 130 famílias sem terra em Belo Horizonte são despejadas e levadas para um lixão”, “Catador de lixo em São Paulo é morto com tiro no pescoço por policial que confundiu a bíblia com uma arma”. Em nosso estado “Homem é morto a pauladas enquanto dormia perto de uma borracharia”, e não poderia deixar de citar o recém aumento dos próprios parlamentares da câmara de nossa cidade como sendo além de injusto uma violência, ou não? Pois bem, mas vamos “trazer à memória o que pode nos dar ESPERANÇA”!

Sendo considerado “um povo alegre”, vamos recordar as ações políticas que tiveram impacto positivo sobre nossa cidade tornando melhor a nossa vida. Vamos recordar os momentos em que nos mobilizamos e conseguimos nos unir em torno de lutas que nos deram importantes vitórias. Vamos lembrar gestos de amizade verdadeira e de solidariedade.

Há um poema de Mário Quintana que diz:
“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…”
Estes são os meus votos para o ano que se inicia. Meu abraço fraterno e minha gratidão novamente aos gestos carinhosos comigo e minha família. Obrigado a Mário e sua equipe pelo espaço precioso. E que estejamos todos e todas sempre prontos para lutar a boa luta por dias melhores para todos e não apenas para alguns.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro