15 de junho de 2012 às 08h15min - Por Mário Flávio

O termo “esquerda” passou por inúmeras mudanças ao longo da história desde a sua elaboração, num primeiro momento longo após a Rev. Francesa, século XVIII, durante a Assembléia Geral, os parlamentares se dividiram em dois grupos antagônicos, um que defendia a manutenção da estrutura social sem grandes rupturas e outra que queria aproveitar o momento histórico para alterar substancialmente a sociedade francesa, tornando-a mais justa e igualitária.

Ao longo os debates o conservadores sentavam do lado direito do plenário e os reformadores do lado esquerdo, daí surgiram os termos de direita e de esquerda, que são ainda hoje amplamente usados para marcar o espectro dos partidos políticos. A esses termos incorporaram vários apêndices ao longo da história: durante a Guerra Fria ser de esquerda era ser além de reformador social um socialista e de direita além de conservador capitalista.

Pós Guerra Fria ser de esquerda era ser além de reformador social um defensor do Estado como regulador da vida social e promotor da justiça e igualdade. Ser de direita era ser conservador e neoliberal, adepto do Estado Mínimo.

Porém o termo esquerda sempre teve preservou as marcas de reformador social e de busca da inclusão social e participação dos movimentos sociais. Como fez o Gov. Lula em nível federal com ações que tornaram o Brasil um país menos injusto: ampliou o Estado através da expansão das redes de Universidades e Escolas técnicas, o Minha Casa, minha vida, o bolsa família, o fortalecimento da agricultura familiar, SAMU, entre outras coisas.

Todavia, quando olhamos a política local, vemos um amplo leque de partidos que ostentam as palavras sociais, popular e socialismo em suas siglas. Inclusive na coalizão que governa a cidade. Entretanto ser de esquerda não é uma questão de rótulos e sim de conteúdo, de ideologias e principalmente de ações que melhorem a qualidade de vida da maioria da população, este é o sentido do termo Governo Popular.

Infelizmente isso não existe em Caruaru, temos sim grupos de direita que polarizam a vida local, membros de uma mesma elite que se sucedam e revezam, mas que em suas gestões operam da mesma maneira e com os mesmos objetivos e ações. Embora o atual gestor se diga de esquerda e agregue um sem números de partidos, analisemos a sua gestão:

Houve participação dos movimentos sociais? A sociedade foi consultada REALMENTE nas elaborações das prioridades do município? A qualidade e a cobertura dos serviços essenciais foram melhoradas? Ainda não tivemos um governo de esquerda em Caruaru, mas torna-se cada vez mais urgente pois os problemas sociais se acumulam, as fraturas sociais se ampliam. Caruaru enriquece mas não se desenvolve. E para isso é necessário um Governo Popular, não só na sigla.

*Mário Roberto é professor universitário


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro