19 de janeiro de 2012 às 10h30min - Por Mário Flávio

Tenho defendido a transferência do Presídio Plácido de Souza para uma das rodovias que cortam Caruaru, como maneira de resolver três grandes problemas: 1. É cumprir a Lei Estadual 13.315/2007 que proíbe a construção, reforma ou ampliação de unidades prisionais dentro dos centros urbanos em Pernambuco. 2. É resolver o desconforto das famílias que precisam prestar assistência a seus parentes que se encontram presos no Plácido de Souza e que esperam do lado de fora, no sol e na chuva em dias de visita. 3. É a condição deprimente em que os detentos vivem dentro do presídio e como a própria diretora Cirlene Rocha disse, na rádio Cultura:”dormindo um por cima do outro”.

O que eu defendo é um presídio amplo, em uma área sem habitações por perto. Com celas individuais, com campo de futebol e quadra de esportes. Com capela ecumênica, com oficinas profissionaliza      Tenho uma idéia humanista. Acho que os detentos só irão se ressocializar com educação, qualidade de vida e reciclagem profissional. Ou seja, ensino profissionalizante dentro do presídio.

A idéia da diretora Cirlene Rocha e da secretária Laura Gomes, de ampliar o presídio de Caruaru onde ele está é um paliativo, além de ser fora da lei. É ilusão dizer que a reforma trará mais conforto aos detentos. Com a compra dos dois motéis vizinhos, a área vai aumentar em 30%. A conta é fácil de fazer: o prédio do presídio foi construído para 96 detentos. Com mais 30% de área comprada, caberiam confortavelmente 125 homens. Se fizerem as celas também em um 1º andar, como defende a diretora, só caberiam 250 presos. Ocorre que hoje tem 1.380 detentos e, com a ampliação, quem garante que mais detentos não chegarão para o Plácido de Souza, tornando-se em uma pequena cidade dentro de outra?ntes. Com abrigo coberto para que os familiares que visitam seus parentes presos não fiquem no sol e na chuva, em uma fila esperando a revista, como é hoje.  A diretora Cirlene Rocha disse que o governo liberou R$ 12 milhões para as obras de ampliação. Então porque não usa esse dinheiro para construir um novo  moderno presídio?

Veja abaixo o exemplo do estado de Alagoas com o NÚCLEO DE RESSOCIALIZAÇÃO DA CAPITAL. Lá, os detentos que querem aprender uma profissão e fazer parte do programa de remissão de pena, ficam em um pavilhão separado dos presos mais violentos. A metodologia adotada em Alagos é conhecida como Módulos de Respeito. A unidade tem a participação de parceiros como a Federação da Indústria do Estado de Alagoas, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), além de empresas privadas. Dessa forma dá para acreditar em ressocialização.

 

 Como eu penso diferente: Eu sou o único político de Caruaru que defende a reorganização da Feira da Sulanca onde ela está e, até agora, o único a favor da re-localização do presídio Plácido de Souza para uma área nas rodovias de Caruaru. Já os políticos profissionais de Caruaru pensam e querem o contrário. Querem aumentar o presídio dentro da cidade e tirar a Feira da Sulanca, que atrai milhares de compradores para o comércio do Centro.  E eles ainda me chamam de doido.

Rivaldo Soares é membro do Diretório Estadual do PMDB de Pernambuco


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro