17 de agosto de 2013 às 17h26min - Por Mário Flávio

Na última semana o Banco Internacional do Desenvolvimento (BIRD) concedeu ao Governo do Estado de Pernambuco um empréstimo da ordem de 459 milhões destinados à recuperação do Rio Ipojuca. Sendo que o valor total do projeto é estimado 757 milhões e o prazo para a entrega da revitalização é de seis anos. Até aí tudo bem.

Porém, o que mais preocupa – acredito que não só a mim – é que os prazos estipulados às obras públicas nunca são cumpridos. Como também, os valores iniciais (que também não são poucos) nunca são suficientes. Arrastando a obra por anos além do prazo inicial e, superfaturando o valor das mesmas com os famosos aditivos.

Se tratando de Brasil, não é nenhuma novidade. Mas, o caso do Velho Ipojuca é mais delicado. Diz a letra do poeta Petrucio Amorim: “meu velho Ipojuca, teu espelho já não brilha”. É verdade, o espelho faz tempo que deixou de brilhar. Já ouvi várias histórias dos meus pais. Dos tempos de banhos no Ipojuca. Vinham pessoas até de outras cidades da região para pescar e se banharem nas águas claras e cristalinas; como descreve a letra do poeta caruaruense. Sem falar que a mesma era usada até no consumo humano.

O mau gerenciamento do poder público ao longo dos anos – como também – a falta de educação das pessoas e a industrialização levaram ao estado que o rio se encontra hoje. É o ônus que o desenvolvimento sem planejamento traz. Quem sempre ler o que escrevo sabe como sou um otimista. Mesmo sabendo que ele hoje é o 3º rio mais poluído do País. Atrás apenas do Tietê (SP) e Iguaçu (PR).Acredito porém que é possível recupera-lo, a despoluição do Tâmisa no Reino Unido está aí para provar que isso é possível. O primeiro passo foi dado. Deve-se elogiar a atitude tomada pelo governador Eduardo Campos. Agora é a hora de fazer nossa parte: FISCALIZAR!

*Carlos Alexandre é servidor público


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro