1 de maio de 2014 às 16h00min - Por Mário Flávio

Chegamos a mais um Dia do Trabalho e a pergunta que não quer calar é: No Brasil o trabalhador e a trabalhadora têm o que comemorar? O Brasil está oferecendo condições para a emancipação dos(as) trabalhadores(as)? Os espaços de poder e da política têm sido ocupados pela classe trabalhadora de forma satisfatória e decisiva? Há essas indagações respondemos “não”, definitivamente, não! Afinal, basta um levantamento superficial nas relações de parlamentares no Congresso Nacional para vermos que dentre os deputados federais e senadores a ampla maioria (mais que 70%), são representantes do capital ou de hierarquias políticas tradicionais, restando à classe trabalhadora e profissionais liberais no geral, menos de 30% de representação política.
Isso se estende às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores por todo o Brasil.

Nos Poderes Legislativos é essa a realidade, mas, se esse levantamento for feito no Poderes Executivos (Governos Federal; Estaduais e Municipais), veremos uma realidade ainda mais preocupante: Os(as) trabalhadores(as) estão de fato “sub-representados”. No Poder Judiciário a situação é ainda mais preocupante. Dos três poderes da República, o judiciário é, de longe, o mais elitizado e afastado do povo; está longe dos(as) trabalhadores(as). Ali prevalecem as castas da “nobreza”, que, afastados da população, não conseguem dar vazão às demandas populares.

Definitivamente o Poder judiciário Brasileiro não representa os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil. Isso é um fato. É necessário reverter esse quadro. E temos a clareza e o entendimento que isso só será possível com a elevação do nível de consciência política e de cidadania de cada brasileira e brasileiro.
Por se tratar de ano eleitoral, 2014 deve ser de importância ímpar para a classe trabalhadora. Estará em disputa não apenas a Presidência da República, os Governos Estaduais e as cadeiras de senadores e deputados federais e estaduais. O que de fato estará em disputa esse ano é um projeto político nacional.

Estamos à frente da Presidência da República desde 2003, portanto, esse ano completamos um ciclo de 12 anos à frente do Governo Federal, primeiro com Lula (8 anos), e agora, com a Presidenta Dilma Rousseff. Não ousamos dizer que com o PT no Governo Federal conseguimos levar a classe trabalhadora ao poder real. Mas avançamos muito nas políticas sociais. Avançamos muito nas políticas econômicas que têm na população de baixa renda sua principal prioridade. Elevamos à condição de consumidores nada menos que 40 milhões de brasileiros e brasileiras.

Ao longo desses 12 anos de Gestão do PT no Governo Federal, propusemos, aprovamos e implementamos programas importantes para a classe trabalhadora, tais como: Bolsa Família (mais de 35 milhões de famílias atendidas); Minha casa, minha vida (milhões de casas construídas a preços acessíveis às camadas mais pobres de brasileiros e brasileiras); Mais médicos (que vem revolucionando a visão de saúde pública no atendimento básico); FIES e PROUNI (avançando na educação e levando estudantes de baixa renda aos bancos das universidades), etc.
No item “educação”, nunca é demais lembrar que fomos nós do Partido dos Trabalhadores, que propusemos, aprovamos e implementamos o piso nacional de educação.

A partir dele, nenhum professor no Brasil recebe mais salários aviltantes, como víamos antes, Brasil afora, professores recebendo em muitos pequenos municípios, ¼ de salário mínimo como remuneração. Hoje, mesmo nos municípios onde as condições econômicas não são favoráveis, professores e professoras recebem o piso nacional, pois, o Governo Federal destinou às prefeituras um fundo de recursos para complementar os salários dos/das docentes. Assim, nenhuma prefeitura poderá alegar não ter condições de pagar ao menos o piso nacional da educação. Lembramos ainda que nos Governos Lula e Dilma, construímos mais universidades federais que em todo período republicano anterior. Priorizamos a implantação das universidades no interior do Brasil, beneficiando diretamente os filhos e filhas dos trabalhadores(as).

Caruaru é um exemplo disso, pois, além dos cursos oferecidos pela UFPE, contamos com os recursos do PROUNI e FIES, o que tem elevado o número de alunos das classes menos abastadas economicamente. Nosso município já se transformou num polo universitário, com mais de 15 mil alunos cursando faculdades/universidades. Somos o centro acadêmico de referência para cerca de 60 municípios que nos rodeiam. Hoje, 1º de maio, mesmo reconhecendo que ainda há muito pra fazer; que temos um longo e espinhoso caminho a percorrer; que ainda há muita luta a ser lutada; cumprimentamos, parabenizamos e nos solidarizamos com a classe trabalhadora nacional, reafirmando nosso compromisso de permanecer “firmes na luta” rumo a uma sociedade mais justa, fraterna e equilibrada economicamente, com mais distribuição de renda e menos desigualdade social. Feliz 1º de maio.
Feliz dia dos trabalhadores (e das trabalhadoras). É isso. E temos dito. Caruaru-PE, quinta-feira, 1º de maio de 2014.

*Adilson Lira é presidente do PT em Caruaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro