7 de novembro de 2012 às 07h25min - Por Mário Flávio

O Comunicador Social, Mário Flávio lançou uma proposta, no seu programa “Coteúdo”, que foi ao ar na data de hoje (06/11), através da Rádio Caruaru FM, para que houvesse um debate entre os candidatos que concorrem à Diretoria da OAB / Caruaru, para o triênio 2013 / 2015. É sabido que duas foram as chapas inscritas e que a eleição ocorrerá no dia 19 de novembro, próximo vindouro, das 09 às 17 horas.

Ontem, os representantes da Chapa 10, encabeçada pelo Advogado Almério Abílio, tiveram o mesmo espaço de horário, no mesmo programa radiofônico. A Chapa 20, liderada pela Advogada Marilda Tabosa, expressou a razão das 20 propostas, na tarde de hoje, no afã de que os advogados caruaruenses, ainda indecisos, formem convicção e adotem através das urnas àqueles que dirigirão a OAB local pelos próximos três anos.

Em artigo anterior, eu já afirmara que meu voto já estava decidido. Como hoje compareci ao programa e cheguei a cumprimentar os ouvintes da rádio e entre os tais os nossos colegas advogados, suponho que já não haja qualquer réstia de dúvida que o meu voto será na Chapa 20. Agora, já como eleitor declarado, votante das chapas 20, tanto no âmbito local, quanto no âmbito estadual, fico bem à vontade para manifestar o meu pensamento em relação ao debate proposto.

Por mais que eu queira crer que a intenção da rádio e do radialista seja esclarecer os eleitores indecisos, tenho que admitir que o colegiado é muito seleto e que a dicotomia é reinante. Por parte da política partidária, na qual, necessariamente, tem que haver o proselitismo, na política classista, ao final, não deve haver nem ganhadores, nem perdedores. Destarte, um debate acalorado, desaguaria no campo pessoal. Ora, se a OAB é utilizada nos debates da política eleitoral partidária para julgar quem tem o Direito de Resposta, então entre advogados os debates seriam permeados por múltiplos direitos de resposta, o que não seria bom, nem para o ouvinte da rádio e muito menos para os advogados ainda indecisos em quem votar.

Os partidos políticos são estanques entre si. Os eleitores são heterogêneos. Mas, quando trata-se de órgão classista, o que está em jogo não é ganhar uma eleição, é sim, aglutinar a classe para viver dias melhores.

“Nenhuma corrente é mais forte do que o seu elo mais fraco”. Quem quiser votar na situação é livre para isto. Quem quiser votar na oposição o faça com igual liberdade. Todavia, seja qual for o resultado do pleito, aquele que o vencer terá a incumbência de trabalhar bem por todos. Pois, enfim, perto de nós, aquele pensamento que diz: “Aquele que vence e se vinga não é digno da vitória”.

*Severino Melo – Advogado Caruaruense – OAB/PE 29.281


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro