9 de abril de 2020 às 20h49min - Por Mário Flávio
Urna

O processo de onlinezação home office, no qual a propaganda das empresas, o jornalismo televisivo e o radiofônico em convergência digital foram obrigados a precipitar com o vírus desconhecido, já era uma realidade nas campanhas eleitorais brasileiras quando o vírus começou a se espalhar no Brasil.

Sim, com excessivas medidas restritivas impostas pela última “nova legislação eleitoral”, os pré-candidatos e políticos no exercício do cargo de há muito vêm investindo e trabalhando o desenvolvimento de novas técnicas e conteúdos atraentes para utilizarem os meios digitais para alcançar seus públicos: eleitores e opinião pública em geral.

Assim, surpreendentemente para nós publicitários políticos, manejadores de campanhas eleitorais e comunicadores de mandatos e governos, a precipitação do voo para essa nova realidade comunicacional que quase vê abolir o tradicional corpo a corpo (marca da história da política mundial) não sofreu sequer uma turbulência. Trabalhamos normalmente nas campanhas mesmo nesses tempos de coronavírus.

Filtramos segmentos através dos canais e aplicativos disponíveis e distribuímos conteúdos estratégicos para grupos que precisem ser alcançados para construir imagens, posições, reputações, teses e bandeiras de campanhas dos políticos. As pessoas estão atentas, respondendo a esses estímulos e se engajando online nas causas. As campanhas estão andando. Os resultados estão surgindo, as pesquisas tradicionais apontam com clareza o atingimento dos objetivos sociopolíticos. A gestão de crises oferecida por estrategistas de comunicação, nunca foi tão necessária.

Nós publicitários temos por ofício a adaptabilidade. Somos como um macaco que precisa nadar, ou um peixe que precisa subir numa árvore. As generalidades são a nossa causa específica. Se nem a esquizofrenia da legislação eleitoral brasileira nos intimida, não será esse mundo atônito, de ponta-cabeça que nos fará capitular. A publicidade brasileira não foi por tanto tempo a melhor do mundo, senão por nossa tenacidade, além da criatividade, é claro!

Eu sei que no Brasil, ao contrário dos EUA, a publicidade não tem o respeito que deveria ter por ser a parceira fundamental no estímulo da venda e, portanto, da produção, da inovação e das riquezas que o homem produziu em abundância nos últimos dois séculos mas, nós sabemos o nosso valor pois ele é avaliado pelo mercado livre, sem emocionalidades e ignorâncias de ocasião.

A publicidade segue seu caminho impulsionando os meios de comunicação a relatarem os fatos. Fatos que pela credibilidade dos órgãos de comunicação estabelecidos, vem sendo fundamentais na preservação da vida – principalmente num momento de medo e insegurança como o que vivemos atualmente.

Tenham certeza, é a publicidade que vai cumprir seu papel quando o país precisar retomar as atividades econômicas. Estaremos com as portas do nosso armazém de comunicação abertas para acolher a esperança dos empreendedores brasileiros. No momento, trabalhamos para preservar as esperanças asseguradas pela democracia no processo eleitoral. Respeitem as eleições, elas carregam esperança de mudança e de dias melhores para muitas comunidades de todos os cantos do Brasil. Para ser exato: 5.570 municípios. Há rincões que só alcançam o poder na forma de prefeitos e vereadores. Respeitemos o direito que essas pessoas têm de escolher seus representantes e sonhar com dias melhores em suas localidades.

*João Miras é publicitário e estrategista de marketing político eleitoral de governos e partidos


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro