21 de dezembro de 2020 às 08h23min - Por Mário Flávio

Um herói ou heroína é aquele ou aquela capaz de praticar atos sobre-humanos, com poderes sobrenaturais, podendo ser pessoas normais, famosas ou desconhecidas, que se sacrificam por um ou por muitos, sempre associados ao altruísmo, por amor ou por dever de ofício, ou pelas duas causas.

Comungam do sacramento do Amor em um gesto ou em vários, e, por vezes, são alçados à essa categoria com apenas uma ação. Outros chegam lá pela dedicação de uma vida inteira.

Atos heroicos revelam a melhor face do ser humano. Empatia, coragem, destemor, sacrifício e amor são atributos das heroínas e dos heróis. Nos momentos difíceis eles aparecem, nos inspiram e emocionam. Seus gestos são apoteóticos, magnânimos e cheios de bondade e afeição, por mais singelos que sejam, e moldados pelos melhores valores humanos. Ganhar a insígnia de heroína ou de herói é ser lançado ao panteão de uma divindade de carne e osso.

Mas onde estão esses seres de luz? Onde podemos encontrar as heroínas e os heróis? Em tempos de pandemia, um brasileiro, Pedro Folegatti, médico infectologista, mestre em saúde pública, bem poderia ter a alcunha de herói. Ele dorme 4h por noite e lidera a pesquisa da vacina em Oxford.

Do mesmo modo, ainda no campo da ciência, duas cientistas brasileiras tiveram e têm papel essencial na produção da vacina. As cientistas participaram do estudo do sequenciamento do novo coronavírus. A publicação desse trabalho, numa rapidez surpreendente – apenas dois dias após a verificação do primeiro paciente com a doença no Brasil -, foi absorvido pela Universidade de Oxford.

Além dos cientistas, nossa sociedade mostrou-se extremamente dependente de médicos, enfermeiros e profissionais da saúde que se mostram os verdadeiros heróis na empreitada de curar e salvar vidas.

Outros heróis invisíveis, a quem devemos render todas as homenagens, e que se mostraram extremamente importantes nesses tempos de pandemia, foram os profissionais de delivery, os entregadores de tudo (alimentos, medicamentos, água, gás…), tão fundamentais nos tempos atuais.

Quando a mensagem das autoridades sanitárias sinalizava para o fique em casa, os pés e as mãos de uma grande parcela da população foram transferidos para os motoboys, e além deles os profissionais de transporte de um modo geral, caminhoneiros e motoristas de todas as categorias que não deixaram o país parar.

Mérito que também se estende aos profissionais da limpeza, urbana e rural, que zelaram pela higienização e desinfetação dos nossos logradouros.

Por fim devemos reconhecer o valor heroico dos pais, mães, tias, avós que cuidaram das crianças, transformando-se em professores e professoras, educadores, merendeiras, recreadores, tentado afastar a pandemia para longe de suas portas.

E o que dizer da coragem e heroísmo dos que têm pais, avós e avôs, e se propuseram a cuidar deles. Muitos cuidaram de seus idosos através do gesto doloroso do distanciamento, sem abraços, sem beijos, sem almoços no domingo.

Não podemos esquecer das pessoas e instituições que entenderam que a solidariedade, fraternidade e caridade são um caminho inevitável. A sociedade só se erguerá se cuidarmos mutuamente uns dos outros. Essas heroínas e heróis são exemplos de amor e cuidado ao próximo.

A sociedade percebeu que o herói pode estar ao seu lado, e atuando em gestos simples. A pandemia não acabou, mas não a temamos. Os heróis de verdade estão a postos


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro