4 de janeiro de 2021 às 07h55min - Por Mário Flávio

O pior ano da vida de muitas pessoas acabou, mas a pandemia, que paralisou projetos, negócios, estudos e até vidas, continua dando a impressão que o ano de 2020 não terminará. A COVID-19 ainda será nossa companheira em 2021.

A humanidade ainda reluta em vencer o vírus, apesar da vacina, e o plano de imunização consumirá quase todo o ano de 2021. O medo de adoecer e de ser agente transmissor do vírus ainda permanecerá por um bom tempo, mas, em breve, sairemos da pandemia, graças à ciência.

Não temos data certa para que a vacina chegue aos nossos braços, mas notícias animadoras dão conta de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou importação de 2 milhões de doses, o que já é um começo.

Em todo caso, o Brasil precisa, com certo senso de urgência, construir as bases para reunificar a unidade nacional em torno do tema saúde pública, tornando o caminho da vacina, seja de onde for, mais técnico e científico, e menos politizado, preocupando-se apenas com a eficiência do imunizante, seu armazenamento e distribuição.

A prioridade de todos os governantes brasileiros, em todos os níveis, deve ser viabilizar o caminho para que o imunizante ou os imunizantes cheguem ao Brasil com a maior brevidade possível.

A vacina vai além de um plano sanitário. O seu efeito será sentido na economia, nas relações de trabalho e na vida cotidiana de maneira geral. A expectativa é que a sensação de exaustão provocada pelas diversas medidas de enfrentamento da COVI-19 tenha um fim.

O que a sociedade necessita é celebrar a ciência, e o poder público e seus agentes devem incentivar o público a tomar a vacina quando puderem. Essa é a primeira oportunidade, em meses, em que podemos acreditar que nossa realidade atual (mascará, álcool em gel, distanciamento social), não será para todo sempre. E já podemos, mesmo que timidamente, pensar para onde vamos e onde iremos nos aglomerar novamente.

A chegada da vacina reacende uma esperança em nossos corações, a de que, em um futuro próximo, poderemos viver em um mundo onde um jantar em família ou um abraço não custarão a vida das pessoas e que não ficaremos tensos quando alguém tossir.
Por enquanto, todo cuidado é válido, por nossa vida e pela vida do próximo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro