29 de junho de 2012 às 15h36min - Por Mário Flávio

Quais partidos podemosidentificar como sendo expressão desta linha política? Quem nós denominaríamosde Direita?

Essas expressões “direita” e“esquerda”, mesmo que alguns digam que não exista mais, continuam aparecendo emtoda mídia constantemente. Minha intenção não é denominar hoje nem pessoas nemlegendas, mas apenas levar o leitor a refletir sobre os termos, descobrir arazão de serem usados por esse ou aquele grupo político.

Tudo tem início no final doséculo XVIII nos eventos que marcaram a Revolução Francesa. O país carecia dereformas urgentes e a Assembléia Nacional Constituinte entra em cena com anação em um cenário de endividamento “quebrando” todos os seguimentos sociais.Sob forte pressão o Rei Luis XVI fez uma eleição para tentar amenizar asdificuldades convocando assim vários líderes.

Na organização da plenária,no lado direito sentaram os nobres proprietários de terra, burgueses, o funcionalismoreal e clérigos que não aceitavam nenhuma mudança que atingisse seusprivilégios já adquiridos. No lado esquerdo a pequena e média burguesia e osque buscavam uma mudança que resolvesse de vez a crise.

A divisão estabelecida na AssembleiaNacional foi sendo percebida depois na prática em diversos eventos futuros comos políticos de “direita” sempre defendiam os interesses do grupo dominante e apreservação dos interesses das elites, já os de “esquerda” (e o processo darevolução também demarcou isso) eram mais reformistas lutando para conquistarbenefícios para as classes sociais menos privilegiadas.

Mesmo dito isso não é fácilhoje em dia enxergar com clareza quem é de esquerda e quem é de direita.

Os símbolos são importantespara ajudar neste sentido, mas não determinantes. Figuras do Che são tãopopulares e virou moda. Vermelho, bótons com frases de efeito, bandeiras vermelhascom estrelas ou com foice e martelo, etc. são essenciais apenas para quem sabea responsabilidade de usá-los, e por falar nisso, como fazem falta em eventosque devem ser presença obrigatória (assembleias, plenárias e convenções) e hojesão esquecidos (de propósito ou não) por quem deveria ter a obrigação deexibi-los.

No livro “Esquerdismo,doença infantil do Comunismo”, Lênim deixou importantes lições que até nos diasde hoje orientam na luta teórica e ideológica contra os desvios esquerdistas nomovimento comunista internacional, ainda no início, em 1920, ou seja, há quaseum século. Nele também descobrimos a relação entre tática e estratégia. Os queacham o texto ultrapassado, longo ou cansativo estão perdendo de entender umpouco mais sobre o que se passa em muitas ações e decisões que julgamincompreensivas nos diversos dirigentes políticos de nossa cidade, estado, paíse mundo.

CÁ,O PT ENFIM, DEFINIU

A Convenção deu fim a boatosreafirmado apoio a Queiroz e definiu os nomes que representarão o partido paravereador. Zezé, representando mulheres e terceira idade; Eduardo Guerra (DS) que coma retirada da candidatura de Dja recebeu apoio da Articulação de Esquerda eaguarda decisão do MST; Hérlom Cavalcanti apoiado pela corrente de RogérioMeneses e Wilon Dodson, que segundo me falou Jaime Amorim tem a preferência doMST, o movimento ainda não defiainda ficar com uma terceira opção que é Lícius Cavalcanti(PCdoB), que é bastante respeitado pelo movimento.

Com a chegada de LouiseCaroline, programada para 10 de julho, a “MAIS” deverá se posicionar melhorsobre quem a tendência apoia. A corrente que tem como expressão maior no momento em nossa cidade a Secretária da Mulher Elba Ravane tem uma equipe coesa e tem se mantido consistente. E apesar debreve declínio pós-pleito passado está reorganizando-se nas bases e na direçãodo partido e seu apoio poderá ser decisivo para quem for escolhido.

OPT LÁ, CADA UM NO SEU QUADRADO

Em Recife o PT quer proibiro PSB de usar imagens de Lula na campanha. O que se sabe é que a lei eleitoralimpede que o partido utilize a figura do ex-presidente por ele não integrar acoligação comandada pelos socialistas. Ao que parece Lula e Eduardo já estãoacertados, pois tiveram uma boa conversa recentemente.

Um pensamento…

“A história em geral, edas revoluções em particular, é sempre mais rica de conteúdo, mais variada deformas e aspectos, mais viva e mais ‘astuta’ do que imaginaram os melhorespartidos”. Lênim

Paulo Nailson é dirigente políticocom atuação em movimentos sociais, Membro da Articulação Agreste do Fórum deReforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicaçãocristã Presentia. Foi dirigente no PT municipal por mais de 10 anos. CursaServiço Social

*Paulo Nailson é dirigente político com atuação em movimentos sociais, Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicação cristã Presentia. Foi dirigente no PT municipal por mais de 10 anos. Cursa Serviço Social.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro