9 de dezembro de 2011 às 07h30min - Por Mário Flávio

Estamos concluindo mais um ano em nossas vidas. A cidade se antecipou e o velho Nicolau já passou por aqui colorindo as ruas, corais musicam eventos, luzes coloridas brilham nas avenidas, enfeites ornamentam as vitrines das lojas,… Novembro nem havia terminado ainda e já é Natal!

O governo antecipou o 13º e o servidor foi às compras movimentando o comércio, o trabalhador com dinheiro no bolso se diverte e adquire novos bens, na saída do colégio os jovens vão aos centros de compras namorar e curtir o tão esperado fim de tarde, …Dezembro chegou e já é Natal. Por trás deste cenário ainda há uma dura realidade.

Parte da cidade anda nas sombras, com crianças olhando de longe a passagem do Noel, roncos musicam estômagos vazios, os olhos (lacrimejando) de pais brilham nas calçadas das lojas, sem ter o que comer nem poder comprar,… Mais um ano sem emprego e o Natal já era.

Os mais abastados doam suas sobras, religiosos também; o assalariado negocia suas dívidas e vai beber o que sobrou, a juventude longe da escola estão nos guetos curtindo os seus fins, alguns desesperados se drogam,… Outros, sem ter o que comer nem o que vestir perambulam, …Pra esses não há Natal.

Por trás desta realidade há um mundo possível. O bom velhinho rende-se àquele menino na manjedoura unindo todos num mesmo espírito natalino, a cidade assiste seus cidadãos refletirem e mobilizarem-se exercitando a partilha, o governo age e encoraja para as práticas sociais espontâneas,… Chegou o Natal! Setor público, instituições e comunidade: Nós temos condições de possibilitar essa realidade.

O Betinho deixou a fórmula: “é preciso ter confiança em que essa mudança vai partir de nós. Ela não vai cair do céu. Ela não vai ser feita pelos outros para nós. Ela vai ser feita de nós para os outros (…), tem só um “se”, e o “se” é você. Se você decidir fazer isso acontecer.”.

 

SINAL DE ALERTA

Dezembro é o mês das compras, vivemos num calor sufocante, num trânsito agitado, a Sulanca, calçadas e lojas entulhadas de gente com muita pressa e pouca paciência. Lembre daqueles que te amam, sua família e a vida como presente maior de Deus para você preservar.

FAZENDO DIFERENÇA

As denúncias envolvendo desvios de conduta por parte de algumas ONGs não podem ser generalizadas. Oportunistas e dissimulados teremos em todo e qualquer lugar. Não devemos descrer nesse segmento, pois, tem muita gente boa e séria atuando e com resultados inquestionáveis. Em Caruaru, por exemplo, acompanhamos diversas entidades que desenvolvem um trabalho ético.

CONTINUO ACHANDO…

Covardia o que a grande mídia fez com Cajurú e um exagero o que a Band fez com Rafinha Bastos. Mesmo crendo que “Peixe morre pela boca” e que devemos ser “tardio no falar e prontos a ouvir”. O que está em questão não é a liberdade de expressão, ele errou e merecia, sim, punição; mas quem decidiu sobre a disciplina foi infeliz.

Paulo Nailson é militante político com atuação em movimentos sociais, Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicação cristã Presentia. Foi filiado ao PT por mais de 10 anos. Cursa Serviço Social.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro