14 de março de 2014 às 14h54min - Por Mário Flávio

Finalmente, o governo do estado dá o verdadeiro norte para uma das mudanças mais significativas dos últimos 20 anos em Caruaru, a da Feira da Sulanca. Principal mola da economia de todo o agreste, junto com as feiras de Santa Cruz do Capibaribe e de Toritama, a Feira da Sulanca de Caruaru já devia ter mudado de endereço a pelo menos dez anos quando já se percebia o colapso urbano que provocava. Ninguém mais suporta o caos no trânsito, contribuindo para a desordem urbana e os perigos que a concentração desordenada de pessoas, bancos e carros provocam todas as semanas.

Claro que mudanças geram incertezas e inseguranças, isto já tinha acontecido com a mudança da tradicional feira de Caruaru para o parque 18 de maio, em 1992. Mas nem mesmo essa experiência tão recente foi capaz de incentivar a mudança em tempo reduzido. Na verdade reduziu-se a um debate pífio gerado mais por influencias políticas do que propriamente econômicas e sociais. Foi necessário o vertiginoso crescimento das feiras concorrentes para que as autoridades locais passassem a perceber que a mudança já era mais do que justa. E que isso não sirva de palanque político para o futuro, já que a feira não tem dono. Ela pertence a todos, além dos políticos, apesar de que o gesto do governador Eduardo Campos é um sinalizador do compromisso com a qualidade sustentável de um empreendimento como este. Campos já havia se comprometido com investimentos em Santa Cruz e Toritama, então se esperava que logo anunciasse em Caruaru.

Vontade política é preciso vir acompanhada de bom senso e isto vem sendo demonstrado. O que se espera agora é que o investimento global de mais de R$ 10 milhões venha acompanhado de um projeto vigoroso de qualidade arquitetônica e, principalmente, de sustentabilidade numa região que ainda domina pouco o assunto. Quem vai ganhar com a mudança será a cidade, que poderá ganhar um grande espaço no centro e que receberá outros investimentos. Os sulanqueiros ganharão um espaço novo e que poderá ser um marco de uma mudança tão emblemática quanto a saída da feira do centro da cidade para o parque.

É pagar pra ver e aprovar.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro