21 de março de 2014 às 11h10min - Por Mário Flávio

“No dia 21 de março de 1960, 12 anos após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o mundo assistiu a um massacre que deixou um inesquecível rastro de sangue: o extermínio de cem homens negros indefesos, assassinados pela polícia sul-africana; centenas de mutilados e feridos sobreviventes; e o despertar de organismos internacionais para sua indiferença e impotência frente ao racismo e às suas manifestações em todo o mundo. Trata-se da chacina de Shaperville, África do Sul. Desde então, o dia 21 de março foi escolhido pela ONU como um marco para a eliminação da Discriminação Racial, sendo instituído o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Essa data é importante por que se refere a mais um massacre sofrido por pessoas negras em busca, tão somente, da afirmação da sua humanidade, traduzida na igualdade de fato e de direito. Os cem de Shaperville morreram por participar de um ato público contra o Apartheid e sua agenda de separação e extermínio físico, moral, mental e cultural contra os negros. Esse regime constituiu-se de um conjunto de leis duras, procedimentos e penalidades que promovia a segregação racial entre negros e brancos, na África do Sul.

Para esse projeto de limpeza étnica, foram usadas todas as formas de violência: perseguições, torturas, prisões, exílios e genocídios, não raro, precedidos de crueldades requintadas. Essa data comemorativa é o reconhecimento de ser a Discriminação Racial um elemento capital para o surgimento de inúmeras práticas e discursos letais para as sociedades contemporâneas. O 21 de março é data para ser comemorada: lembrada, discutida, refletida com os pares (e ímpares) sobre a situação do negro no tocante à conquista de direitos, ao acesso aos bens e riquezas cultuais e materiais, e à permanência nos espaços emblemáticos de representatividade política”.

***Fragmento extraído do texto “Dia Internacional de Luta pela eliminação da Discriminação Racial” elaborado por “Juscelina Nascimento” que é chefe de Gabinete da Fundação Cultural Palmares/MinC

Esperamos que tais acontecimentos não estejam presentes em nossa sociedade. E no intuito de combater e fiscalizar qualquer forma de preconceito, discriminação e intolerância contra o(a) negro(a) em nossa querida Caruaru; a Sociedade Civil em parceria com o Poder Público instituíram o PRIMEIRO e HISTÓRICO Conselho Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Étnico-Racial (CPPIER) de Caruaru, onde elegeram 12 representantes da Sociedade Civil e 6 do Poder Público. Os conselheiros e conselheiras foram eleitos através de assembleia geral, no último dia 15/03, promovida pela Secretaria Especial da Mulher e de Direitos Humanos em parceria com a sociedade civil organizada

Em comemoração ao Dia Internacional de Luta pela eliminação da Discriminação Racial nesta sexta-feira (21/03), às 19h na Câmara de Vereadores, será realizada a solenidade de posse dos membros do I Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (CPPIER) de Caruaru. Participem!!!!

*Estudante do curso de Pedagogia, Presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia Neide Valones, Diretor de Políticas Públicas para Juventude–UEP, Pesquisador e Militante Negro e Conselheiro Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Étnico-Racial (CPPIER) de Caruaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro