17 de dezembro de 2012 às 11h20min - Por Mário Flávio

Estive em Recife na última semana e procurei alguns peemedebistas na tentativa de incentivar a elaboração de uma chapa de oposição para a eleição da nova Executiva Estadual, que ocorrerá na próxima sexta-feira, 20. Ouvi de alguns o apoio a essa iniciativa de mudança, uma vez que não se encontram satisfeitos com os rumos que o partido tomou ao se aproximar do governo Eduardo Campos. Outros, por sua vez, afirmaram que os deputados Raul Henry e Gustavo Negromonte e o vereador reeleito pelo PMDB, André Ferreira, são os principais responsáveis por essa aliança, pois dizem que para crescer o partido tem que ser governo.

Até o senador Jarbas Vasconcelos teria se rendido à tese do ADESISMO como forma de sobrevivência. Mas veja o que disse o mesmo senador a um jornal da Capital no ano de 2009, antes de ser derrotado por Eduardo Campos: Senador Jarbas Vasconcelos responde comentários do presidente Lula. Redação SRZD | Nacional | 25/03/2009 13h19. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que foi eleito para ser da oposição. A declaração foi dada em resposta às críticas do presidente Lula contra ele na última visita a Pernambuco, quando disse que não entende porque o peemedebista trata mal a ele e ao seu governo.

“Não tenho nada contra o presidente Lula. Mas fui eleito para ser da oposição. Além do mais não tenho vocação para o adesismo”, respondeu Jarbas Vasconcelos. Como estamos vendo, o PMDB pernambucano é uma nau sem rumo e sem timoneiro. Jarbas sabe e conhece muito bem a história do velho MDB. O partido cresceu na oposição e só não chegou ao poder central, logo após a redemocratização do país, por conta do pluripartidarismo, promovido pelos militares, com o objetivo de dividir a oposição em oposições, cada uma com as vaidades de seus líderes. Jarbas e Raul Henry conhecem também a história do PT, partido que cresceu na oposição e chegou ao poder, na luta.

Dizer que o PMDB de Pernambuco só crescerá se estiver no poder, é uma desculpa esfarrapada dos que não esconde o ADESISMO dessas figuras que, hoje, fogem da luta porque viraram burgueses políticos, mais preocupados com o próprio status do que com as causas do povo. Estão apenas atrás de uns poucos cargos pra seus apaniguados.

O PMDB só crescerá com mudanças verdadeiras. Não é mudando de Dorany pra Raul ou para Gustavo, que o PMDB irá evoluir. É preciso um novo eixo político. E, nesse momento, só enxergo uma engrenagem se movendo na direção de uma nova opção de poder. A vitória retumbante de Júlio Lóssio, contra o candidato de Eduardo Campos, em Petrolina, nos dá esse novo oxigênio, para que o PMDB volte a ser uma alternativa viável para a sobrevivência da oposição em Pernambuco, tendo o PMDB como locomotiva novamente.

Dia 20, sexta-feira, é o dia de nós peemedebistas dizermos NÃO ao ADESISMO e SIM a uma nova luta. Júlio Lóssio presidente para preparar o PMDB para a modernidade. Analisem bem, companheiros do PMDB, se eu tive que entrar na Justiça para ter acesso a documentos e ao processo de expulsão arbitrária do qual fui vítima, porque os que comandam o PMDB-PE não querem abrir a caixa-preta do partido, imaginem se eu ou qualquer Peemedebista pedisse a eles a prestação de contas do partido. Seriamos fuzilados. Para quem não sabe, na eleição de 2010 o presidente do PMDB, Dorany Sampaio doou, das finanças do PMDB, R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) ao candidato a reeleição Raul Henry. Mas não foi “bonzinho” assim com nenhum outro peemedebista. Será que os peemedebistas vão querer que essa situação perdure por mais dois anos?
Por mais transparência. Por um PMDB renovado e realmente democrático.

*Rivaldo Soares – Membro do Diretório Estadual do PMDB de Pernambuco


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro