11 de janeiro de 2013 às 18h25min - Por Mário Flávio

Essa discussão é muito parecida com a travada no início de 2011. Naquela época eu já não era mais filiado do PT e as pessoas pediam a minha opinião: “O PT vai ou não vai para Queiroz?”

Eu nunca entendia essa pergunta e respondia: “É possível ir para onde já se está?”

Meu argumento era de que apesar de haver internamente relutância, resistência ou discussão de certas tendências ou pessoas, a linha deveria ser buscar compreender se o partido permanecia na base de apoio para reeleição ou sairia.

Acabei recordando brevemente, aqui mesmo nas postagens do blog, desde janeiro, há um ano. Vamos recordar?
Em março, João Paulo esteve em nossa cidade e em entrevista a este Blog disse “o PT está fechado com Queiroz”.

No mês seguinte, abril, duas tendências, seguindo a visão da liderança do chamado CEU (Campo de Esquerda Unificado), campo em que elas estavam e permanecem inseridas, se manifestaram também publicamente e, também neste mesmo blog, foram a AE – Articulação de Esquerda (tendência que Djair faz parte) emitiu nota de apoio ao prefeito e reafirmou que o nome do Chefe do Executivo (Queiroz) “é o ideal para unir a Frente Popular” e DS – Democracia Socialista (Adilson Lyra), dizendo em nota que Queiroz era “o melhor caminho para Frente Popular seguir no comando da cidade”.

Ainda em abril, no programa de Hélio Júnior na rádio Cultura, lideranças petistas se desentendiam no ar sobre essas mesmas questões, depois reportado aqui no blog.

Passaram-se dois meses e, como alguém relatou também aqui no blog “só após uma série de reuniões”, em junho é que o apoio formal foi declarado. Entre os vários itens constava no documento que o faziam para manter a unidade da Frente Popular e para “derrotar as forças conservadoras”.

A CULTURA JÁ ESTÁ COM O PT

De volta ao tema principal, penso que se Queiroz permanecer construindo este novo mandato na mesma direção, além da possibilidade de Lúcia Félix permanecer no Turismo, as probabilidades de Djair Vasconcelos permanecer na Cultura são reais e justas, pois ambos podem agora não só preservar o que já foi construído em equipe e parceria com as demais secretarias e departamentos nestes quatro primeiros anos, como também podem (e já devem estar fazendo) rever ações equivocadas e avançar nas metas junto com as respectivas cobranças do Executivo para este mandato.

O partido tem eleições internas pela frente para discutir. Logo estarão no segundo semestre em plena campanha. Certamente há espaços estratégicos na gestão que dirigentes petistas que ainda não tenham sido contemplados possam ser convocados para atuar e colaborar.

Ataque da mídia não abala popularidade de Dilma e Lula

Se a eleição presidencial fosse hoje, o PT teria dois nomes com chance de vencer no primeiro turno. Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva têm no momento mais intenções de voto do que todos os possíveis adversários somados apontam pesquisa Datafolha, publicada na Folha de São Paulo.

Num dia como hoje

Em 11 de janeiro de 1848 revolucionários praieiros, na fase da Guerra das Matas no sul de nosso estado, sob o comando de Pedro Ivo, tomam o engenho de Carmorim, cujo senhor planeja atacá-los. A guerrilha continua por dois anos.

Para refletir:

“Se és incapaz de sonhar, nasceste velho. Se o teu sonho te impede de agir segundo as realidades, nasceste inútil; se, porém sabes transformar sonhos em realidade que encontram com a luz do teu sonho, então serás grande na tua pátria e a tua pátria será grande em ti.” (Plínio Salgado)

*Paulo Nailson é dirigente político com atuação em movimentos sociais, Cursa Serviço Social. Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicação cristã Presentia. Foi dirigente no PT municipal por mais de 10 anos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro