23 de janeiro de 2014 às 06h46min - Por Mário Flávio

O momento eufórico em que boa parte dos artistas da cidade estão denominando de histórico, por conta do fato do Sistema Municipal de Cultura agora ser lei, é mais do que legítimo porém tem que se ressaltar que ele é fruto de uma longa batalha que vem sendo construído há longos anos. Dito isso, devemos reconhecer que houve uma nova concepção conceitual sobre cultura nos últimos anos.

Há uma necessidade de se mudar o comportamento político-cultural predominante na sociedade caruaruense. O tema cultura além de ser destaque no segundo caderno dos jornais apareceu entre outros, para a página política e slogan de partido. Aos poucos, cultura vai deixando cada vez mais de ser ornamentação ou tema de coluna social para ser espetáculo e o ato de fazer política em si.

Tudo que já alcançamos nesta união de forças supervisionada pelo governo era algo necessário, mas ainda não é o bastante. O conceito agora é cada vez mais amplo, trabalhando valores simbólicos tradicionais e de criação.
O conjunto de políticas públicas e o maior incentivo a participação junto com o debate cultural é um processo só, que se cruza e costura um olhar diferente para o social nos níveis implementados principalmente a partir do governo Lula (PT) e implica numa nova cultura para a educação, transporte, habitação, entre outros, sempre buscando a inclusão dos excluídos.

Esse é o momento para firmarmos mais ainda o grupo que vem se reunindo e crescendo de forma consistente e consciente de seu compromisso com esta geração e com a vindoura. Precisamos ser capaz de estabelecer uma sinergia com os organismos do governo e com os muitos atores e atrizes dos segmentos que ainda estejam afastados, cada um com seus motivos.

Reforçar cada vez mais essa nova cultura de valores que não só atinja o político, mas toda escala da sociedade. Uma cultura que é construída pelo ajuntamento, respeito às divergências e diferenças, enfrenta os que a enxergam somente como fonte de lucro.

Esse enfrentamento da desigualdade social partindo de um conceito novo de cidadania, onde o gestor articula políticas públicas de cultura com políticas educacionais vai desembocar em ações de resultados mais concretos e de promoção humana, e a juventude tem participação fundamental nisso.

Uma cidade mais humana, mais verde, mais solidária, mais participativa, com os três poderes trabalhando corretamente cada um cumprindo sua função é possível e passa fundamentalmente pela educação e pela cultura. O engajamento dos fazedores de cultura foi uma conquista de acumulo de força para decisões e ações em conjunto e que encontrou plena harmonia no executivo e legislativo. E que os que ainda não estão percebendo isso possam chegar junto que serão bem acolhidos. Estamos aprendendo e nos ajudando neste processo que as oportunidades estão surgindo.

Vamos evoluindo para um lugar comum, onde todos irmanados com os mesmos propósitos deixem na história sua contribuição para a próxima geração desfrute de um ambiente mais saudável e mais digno de se viver.

“A CESAR O QUE É DE CESAR E AO TEMPO O QUE É DO TEMPO”
O clima na cidade desde a prisão dos vereadores permanece tenso e confuso. Passados um mês do fato denominado “Operação Ponto Final” ficaram as reticências. É nítido o desgaste da Câmara, mas nebuloso ainda todo o processo.

As interrogações vão surgindo não só por parte dos envolvidos e citados, mas também dos depoimentos que ainda estão na fase inicial.
Ganha quem permanece em silêncio, mas a seu tempo o que tiver de ser revelado será. Até lá o direito de cada um deve ser respeitado.

A recomendação de Cristo, do qual eu parafraseei, também é: “com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.”

PARA REFLEXÃO
“Deixe que seus amigos subestimem suas qualidades e que seus inimigos superestimem seus defeitos.”
(Filme O Poderoso Chefão)

*Paulo Nailson escreve no blog Política de AaZ semanalmente. É responsável pelo blog presentiaonline. Atua na Cultura e no meio político.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro