23 de janeiro de 2013 às 11h25min - Por Mário Flávio

Neste último domingo recebi notícia da parte de alguns moradores da Palmatória I sobre um verdadeiro arrastão, é parece difícil acreditar, mas foi o que foi promovido por alguns sujeitos, que ao passarem pelo povoado deixaram um rastro de prejuízos e baderna. Além de perpetrarem pequenos furtos, ainda tentaram arrombar algumas casas da localidade e deixaram algumas motos de cidadãos do local danificadas.

É difícil de acreditar que em século XXI com todo um aparato de organização policial e de segurança ocorram atos como este em Caruaru, o que deixa a população rural com verdadeiro sentimento de medo. Há duas semanas na mesma localidade, soube também que estavam sendo feitos assaltos no local, não faltam noticias de celulares, dinheiro e notebooks levados por ladrões que se aproveitam da ausência da polícia no local para cometer estes crimes. Num passado não tão distante existiam comissários da polícia nas comunidades rurais, mais hoje não existe em muitas localidades qualquer presença efetiva da policia.

Ainda no dia 31 de Dezembro de 2012 estava passava a virada de ano entre amigos no segundo distrito e pela noite soube que assaltantes haviam tomado de assalto uma moto na estrada que dá acesso ao distrito, essa é uma entre muitas histórias de assaltados de motos que sempre tem ocorrido na estrada que leva acesso a Palmatória I e II e a Villa do Juá na zona rural de Caruaru.

Fico consternado em ver essa situação agravante nestas comunidades, não só como cidadão mais porque passei minha infância aos fins de semana na vila do Juá, além de meus tios e avô residir por lá e muitos amigos, e colegas e cidadãos. É lamentável que por conta destes acontecimentos sejamos impedidos de ter um direito constitucional que é o direito de ir e vir, falo isto porque quem vai se arriscar a passar por uma destas situações, assim muitos pessoas que morram na cidade são inevitavelmente impedidas de visitar seus familiares no 2º distrito, ou quando o fazem tem o cuidado de ir antes de o sol se por.

Eu mesmo fico impossibilitado em muitos finais de semana de visitar a terrinha de meus avôs, dos meus pais, que me tem por filho adotivo.
Outro ponto para entender a situação é que nestas localidades dificilmente você encontra sinal para operadoras de celular, às vezes uma única operadora pega em alguns locais e outros inexistem cobertura, o que impede até mesmo a comunicação com a policia, sem sinal a população vai fazer o que quando ocorre um crime ou quando um suspeito é visto?

Minha indignação é ainda maior por que muitas das pessoas que conheço nem ao mínimo podem sentar em suas calçadas a noite para bater um bom papo, conversar com os vizinhos. Agora tem que se trancafiarem em casa com medo de serem roubados ou de reforçarem suas portas. Se a situação esta desta forma nas comunidades que citei, o que dizer da Vila dos Patos, Baraúnas, Gruta funda? Eu me pergunto cadê o poder público, especificamente a polícia Militar? Tenho que registrar ma observação não pode dizer que a polícia não vai por lá, eu mesmo a vejo, podemos vê-la quando uma fatalidade ocorre no local, a exemplo, do dia 14 de outubro de 2012 na Vila do Juá, e um dado programa local transmite a noticia pela TV. Cadê as rondas, as batidas policiais? Simplesmente não se ver.

Cadê os parlamentares que dizem representar estas localidades, e no período eleitoral estão entre o povo, mas não tomam ação alguma como fiscalizadores da população quanto à segurança destas localidades? Não fazem nada deixam a população ao léu, a própria sorte, é porque não são eles que ardorosamente soam sol a sol para possuir alguns bens e depois terem esses bens, seu patrimônio levados por algum vagabundo que deveria esta preso!

*John Silva é estudante do 7º período de História da FAFICA, filiado ao PSD (Partido Social Democrático) e membro da Frente Popular Jovem de Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro