8 de maio de 2014 às 06h55min - Por Mário Flávio

Nos livros de Administração, aprendemos que Planejamento é um processo dinâmico e contínuo que consiste em um conjunto de ações integradas, intencionais, coordenadas e orientadas para tornar realidade um objetivo futuro, de forma a possibilitar a tomada de decisões antecipadamente. Essas ações devem ser identificadas de modo a permitir que elas sejam executadas de forma adequada e considerando aspectos como o prazo, custos, qualidade, segurança, desempenho e outras condicionantes. Um planejamento bem realizado oferece inúmeras vantagens à equipe de projetos.

Nesse contexto, observamos nos últimos meses, a deficiência explícita dessa palavrinha mágica que parece “não querer entrar” na Praça Senador Teotônio Vilela, em Caruaru, nas dependências e filiais do Palácio Jaime Nejaim: Planejamento. Se formos detalharmos a máquina pública “executiva” caruaruense hoje é: dezessete secretarias (1º escalão) e oito autarquias. Máquina inchada, aparelhamento escancarado, secretariado sem identificação com o município e suas demandas, falta de autonomia dos titulares, em suma, uma zorra.

A temática gerencional da atual gestão não serve de modelo para nenhum iniciante de qualquer curso de administração ou principalmente naquela graduação com ênfase na ADM pública. Num rápido comparativo, o município de Jaboatão dos Guararapes, população duas vezes maior que a caruaruense, o organograma enxuto do executivo se resume em apenas oito secretarias e quatro autarquias, num elo direto com o Prefeito e com uma gestão sintonizada, em rede. Peter Drucker, um dos expoentes da administração moderna, era direto sobre liderar uma gestão: “Preparar-se para o inevitável, prevenindo o indesejável e controlando o que for controlável”.

Se formos falarmos da maior veia pulsante da economia local, a Feira de Caruaru, além dos caruaruenses ficarem sabendo da sua transferência pelo Diário Oficial, o Executivo reúne alguns dos seus comissionados para apresentar um projeto vazio, sem dados financeiros, sem expectativas de início ou conclusão, coisa para inglês ver. Já sobre a faraônica tal “revitalização” da Avenida Agamenom Magalhães, é um mistério, obras sem transparência, valores exorbitantes, sem noção exata de como ficará no final, e o pior, num período que antecede as festividades juninas, resultado: Economia local prejudicada com o impasse das tradicionais Drilhas irreverentes do nosso município.

Uma Secretaria Extraordinária de Relações Institucionais que não dialoga nem com o Legislativo, uma Secretaria de Infraestrutura e Políticas Ambientais que não discute seu Plano de Resíduos Sólidos, que não discute uma política sustentável para a cidade, uma Secretaria de Planejamento e Gestão, que nem em conjunto com a URB e a Secretaria de Projetos Especiais, conseguem “planejar” Caruaru para a Copa do Mundo próxima, levando em consideração que o evento é em período junino e com jogos a 120 km desta cidade de Condé. Um Alto do Moura, abandonado, jogado ao barro, e em extinção da presença do poder público. Afinal, qual cidade nós queremos?!

*Raffiê Dellon é Presidente do PSDB de Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro