13 de dezembro de 2013 às 11h23min - Por Mário Flávio

Doze meses se passaram, e o ano já chegou ao final. Assim como a semana, pois também a sexta marca o início do seu fim. E tudo acaba recomeçando. Neste circulo giratório que é a vida as coisas tem seu valor e deixam sua marca na nossa existência. Coisas sem as quais a nossa vida não seria a mesma, nem sempre são imprescindíveis mas, ao longo de nossos anos, se tornaram parte da
gente.

Assim como vamos nos desenvolvendo naturalmente a cada dia, mês e ano, se desenvolvem também os sentimentos, sejam nutridos ou não, buscados ou vindos sem avisar, mas realidade são. Sentimentos podem nos abater e até nos fazer desfalecer ou nos erguer e nos impulsionar. Pessoas nem sempre estão, pois algumas já se foram e outras ficam ao longo da caminhada. Nem sempre são o que desejamos mas em cada relacionamento e encontros vivenciamos emoções intensas que nos marcam, e neles ofertamos e recebemos no presente coisas que tornam-se num futuro breve apenas lembrança do passado.

Ao longo do ano é sempre bom rever o que de fato é importante e deve permanecer nos construindo enquanto gente e, gente de valor, com decência e dignamente, pois aquelas coisas, sentimentos ou pessoas que não estejam somando para nos edificar em nossa existência vão permanecer conosco para que? Hoje, exatamente hoje, termino mais um ciclo de minha existência, recomeço, com a Graça de Deus, mais um ano de vida. Momento que aproveito para repensar meus atos, minhas intenções, o que tem me tornado alguém viável ou inviável na vida das pessoas?

Quais os sentimentos devo permanecer nutrindo e quais devo buscar abandonar? Quais as coisas que realmente necessito para viver e o que posso descartar? Estou vivendo isso até mesmo diante de tantas festas e confraternizações que estão acontecendo. Recebi convite para estar em todas, até agora, mas no momento não me sinto confortável para comparecer em nenhuma.

Vou pensar um pouco mais sobre isso, não é o que eu aparento e sim o que eu sou realmente por dentro que deve me nortear. E quanto mais íntimo ou próximo você for de mim sabe exatamente o que estou dizendo. E nesta sexta-feira 13 eu não vou terminar sem pagar o débito que eu tenho com cada pessoa que de algum modo caminhou comigo e me ajudou a chegar até aqui. Dizer obrigado parece simples, mas é nesta simplicidade sincera que eu me dirijo a você companheiro(a) de missão e de visão.

Que meu coração e mente estejam mais abertos para experimentar o novo sem perder as raízes. Que minha mente libere em sí sentimentos como amor, fidelidade, amizade, lealdade sem o peso mórbido de fazer por uma obrigação que castra momentos felizes e espontâneos de encanto. Quero as coisas mais simples e sem dissimulação ou máscaras que as vezes o ambiente social nos cobra manter. Quem sabe eu dedique mais tempo juntinho de outros que os afazeres da vida me fizeram distanciar.

Dor, ainda as tenho. Seja por saudade de alguém longe ou por me sentir incapaz de superar determinadas situações. Dor com as limitações e com as decepções pessoais ou diante de um mundo onde ainda tem gente que teima em viver só para sí, sem entender que seus atos vão trazer consequências positivas ou negativas na vida dos outros.

Agradeço por ter tido em minha vida tantas coisas que marcaram positivamente e me tornaram alguém melhor, pelos sentimentos que edificam e por cada pessoa (e são muitas) que aprendi a amar de verdade, como amigos e irmãos.
Agora, n’Aquele que me ergue todos os dias, em silêncio me quedo, certo que o caminho é longo, mas o caminhar torna-se leve quando sabemos onde queremos chegar e estamos junto de quem amamos.

*Paulo Naílson é militante político.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro