21 de dezembro de 2011 às 09h00min - Por Mário Flávio

Há mais ou menos uns 50 anos estávamos nos entremeios da ditadura militar no Brasil. Com isso, os políticos se resguardavam para não serem atacados já que as lideranças estavam presentes em todos os lugares e este por sua vez, eram vistos pela sociedade por várias óticas que não cabe a nós detalhar quais. Mas, poderemos analisar pela ótica contemporânea em que política se torna banalizada.

Se formos avaliar a situação do Brasil, percebe-se que cada vez mais pessoas “comuns” estão se envolvendo com a política, já que esta propicia vantagens que um cidadão comum trabalhador não terá. Será que a política torna-se um cargo qualquer, onde não se restringe apenas as pessoas de boas influências ou está aberta para todos os cidadãos brasileiros. O direito ao voto e de ser votado tornou-se obrigatório no Brasil, porém, o que nos deixa preocupado é a questão da criticidade perante os regimentos internos seja na Assembléia Legislativa ou em uma Câmara de Vereadores.

Se formos realizar um levantamento dos políticos escolhidos na última eleição, perceberemos que temos palhaço, gari, segurança, Zé da carne, Maria do juá. Com estes pequenos exemplos ficam a pergunta. ONDE IREMOS PARAR?

Não podemos fechar os olhos para algo tão importante e que muitos brasileiros não dão valor e/ou não entende sobre política. Para entender melhor, é preciso adentrarmos à Constituição Federal de 1988. Nós trabalhamos cinco meses só para pagar impostos como apontam pesquisas e onde está a população para cobrar os direitos a nós permitidos perante a Lei.

Não podemos deixar que a Lei seja apenas mais uma e que fique apenas no papel. Vamos nos permitir cobrar nossos direitos de cidadãos. Não vamos olhar esta instituição poderosa chamada política como um carma, mas devemos olhar como obrigação e fazer parte de sua dinâmica.

Se formos a uma reunião sobre gastos públicos em que está aberta para sociedade civil, o que se percebe é a falta dela, a sociedade não está interessada no que estão gastando, sabendo-se que o dinheiro em que estão gastando é o nosso imposto. É preciso mobilizar, articular, impulsionar fazer de tudo para ver se um dia a política seja vista como prioridade.

As eleições estão chegando e como sempre as pessoas sem informação acreditam nos discursos realizados nas propagandas eleitorais, que servem como argumentos necessários para diferenciar um bom político de um ruim. Se é que existe um político ruim, acredito que existem cobranças ruins, pois se houvesse uma cobrança verdadeira e a população ficasse em cima com certeza ele não teria tempo para desvio, mas infelizmente a população meiga não entende que discurso político é quase sempre o mesmo e que é preciso ter o mínimo de discernimento para não cair nas belas palavras que assessores produzem

Portanto, vamos à luta, vamos buscar aquilo que conseguiram para todos nós cidadãos, os direitos regidos na Constituição Federal de 1988. Leiam se informe, informe àqueles que não sabem, vamos construir um Brasil melhor, para que no futuro não extirpe a eleição e não façam apologia a indicação de governos seja no âmbito local, estadual e/ou federal.

 

Helison Ferreira é professor de Sociologia da Escola de Referência Dom Miguel e Coordenador da Pastoral do Menor.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro