1 de abril de 2012 às 17h39min - Por Mário Flávio

No dia 1º de abril de 1964 eu era um menino de doze anos e o Brasil um gigante de calças curtas quando a elite econômica de então, extremamente corrupta, assustada, despreparada e subserviente, empreendeu com sucesso um golpe cívico-militar, tramado pelo ascendente império do Norte, que rompeu a ordem constitucional no Brasil.

Com isso nosso povo novo perdeu, momentaneamente, o direito de decidir seu próprio destino. O Patriota que se sublevou contra o golpe vil foi brutalmente reprimido, a grande mídia calou, a justiça se curvou, a resistência persistiu, e vida seguiu adiante, até que um decadente poder inerme concedeu uma anistia covarde que pretendeu igualar o traidor ao traído, o bandido ao herói, o país servil à Grande Nação.

Quarenta e oito anos depois assisto à Pátria Amada empreender a metamorfose de Gigante adormecido em potencia emergente, para o que também dou minha pequena colaboração, porém preocupa-me a democracia imatura, frágil, insipiente, ainda incapaz de promover o histórico julgamento dos golpistas.

A comissão da Verdade é o instrumento necessário à construção de instituições confiáveis capazes de erradicar a corrupção e emancipar o povo, para que o processo se complete e sejamos ganhadores econômicos da história. A impunidade é o alicerce da crise ética e moral que hoje se constitui no mais sério obstáculo à construção do Brasil poderoso, rico, educado, próspero e soberano. Abaixo o Golpe de 1964! Viva a Comissão da Verdade!

*Eduardo Guerra é secretário Executivo de Relações Institucionais de Caruaru


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro