9 de dezembro de 2013 às 10h55min - Por Mário Flávio

Os seres humanos e seus gêneros são obras de um autor desconhecido, evidentemente relativizando o ponto de vista de suas crenças cientificas ou religiosas, pois tanto um quanto o outro tem suas convicções, mas embasadas em provas no mínimo questionáveis de ambos os lados. Teoria evolucionista ou criacionista que por muitas vezes fervem debates em esquinas entre amigos, nas escolas, nas igrejas ou até mesmo dentro de sua casa. Mas uma coisa é certa que independente de que lado você esteja concorda ou no mínimo simpatiza que o “homem” busca em sua vida tempo suficiente para resolver todos os problemas ou obrigações, afogando e esperando em uma velha frase dita por gerações: Dê tempo ao tempo.

Diante do dito escrito e lido para que possamos chegar a falar do homem de hoje podemos viajar nas histórias gregas, a mitologia grega nos esclarece muito bem que desde aquela época o homem buscava superar o tempo, como o maior exemplo tem o deus maior grego chamado de Zeus, que em um breve conto – bem ao velho estilo mitológico onde se passam as histórias de acordo com seu entendimento – assim cada conto uma nova interpretação do mito (que injustamente é visto por leigos como mentira, o que na verdade não procede) vou contar um pouco minha versão: Zeus é filho de Cronos (tempo), Cronos é o “deus” que superou o Caos e Zeus é quem supera Cronos. Ou seja, o deus mais poderoso segundo os gregos é o que superou o Tempo, Tempo este que pôs fim ao Caos que existia.

Diga-me isso não nos lembra de algo? Como por exemplo, a velha frase citada acima sobre o tempo? Desde que nos adaptamos ou nos submetemos para viver em sociedade buscamos a melhor maneira de ficar em tal circulo de forma confortável, que inegavelmente é buscada com a intenção maior de alcançarmos um bem estar, seja este social ou individual. Que muitas vezes é deixado de lado por excessos de trabalhos, estudos e porque não desorganização diária. Onde perdemos muitas vezes nosso tempo tão curto e desejado com rotinas mecânicas, superficiais e inúteis se comparadas às necessidades que colocamos como “prioridades menosprezadas”, que não realizamos por falta de tempo.

Essa falta de tempo que nunca se transforma em tempo farto. Com rotinas estressantes, desorganizadas ou corridas e com o tempo no máximo teremos um infarto ao invés um tempo farto.
Devemos levar em consideração que existem Infelizmente empresas que imprimem jornadas de trabalho desgastes, onde acabam forçando operários a realizarem horas extras todos os dias. O que é ilegal perante as leis trabalhistas, pois jornada extraordinária não é ordinária. Sabemos que não é fácil se impor diante a classe patronal, mas também não é impossível!

Tentem negociar ou até impor seus diretos, pois ninguém é obrigado a trabalhar horas e horas em níveis de explorações absurdos. Trabalhador, para isso que serve a CLT- Consolidação de Leis Trabalhistas! Um bom profissional não é aquele que faz tudo que o patrão manda, mas sim aquele que cumpre com seus deveres e que cobrar pelos seus direitos.

O mais incrível de tudo isso é que reclamamos que queríamos tempo para tudo inclusive para relaxar, verdadeiramente ficar sem fazer nada um dia inteiro de vadiagem e sinceramente desconheço o ser humano que nunca desejou isso. Mas o que devemos mesmo é reavaliar nosso dia-a-dia. Policie-se e reveja quantas horas perdemos do dia ou do inicio de noite com programações que não contribuem em nada para nossa vida e nem se quer te dar o direito de relaxar.

Quantas mesas de bares visitamos semanalmente, quantas novelas, programas policiais e realitys shows acompanhamos fielmente em nossa “vida sem tempo”. Práticas essas que poderiam ser substituído pelo curso de especialização profissional desejado há anos, práticas de exercício físico pondo um fim ao sedentarismo, um bom livro acompanhado de uma xicara de café chegando ao ponto de nos relaxar tanto que iremos ter uma ótima noite de sono. Façamos um teste, invés de ficarmos horas diante de uma TV ou computador, deixem eles de lado para conversar com a família conhecer melhor as qualidades das pessoas que o cercam, mas também dar forças para que essas pessoas possam superar problemas que muitas vezes não tomamos se quer conhecimento mesmo vivendo a anos embaixo do mesmo teto.

*Jefferson Abraão. Membro do CARP Caruaru – Coletivo de Ação e Resistência de Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro