4 de junho de 2012 às 20h25min - Por Mário Flávio

Com representantes de vários segmentos da sociedade foi dado o pontapé inicial do Observatório Social de Caruaru. Os trabalhos na assembleia de hoje foram iniciados pelo presidente do OSC, Paulo Muniz, que fez uma retrospectiva da criação do OSC. “Esse é um momento histórico. O Observatório Social é um instrumento de Cidadania, quando entidades de forma amadurecida vão ter condições de dar oportunidade para que a população acompanhe o direcionamento de recursos. Sabemos que existem órgãos fiscalizadores, como é o caso do TCE e do Ministério Público, mas o Observatório vai ter como antecipar a educação fiscal e evitar problemas para o futuro”, disse Paulo Muniz.

Ainda de acordo com o presidente o órgão nasce sem nenhum conceito ou preconceito e uma das atribuições para fazer parte da entidade é não ter nenhuma vinculação política. A equipe do OSC foi apresentada e conta com a participação de economistas, especialistas em Contabilidade e estagiários dos cursos de Administração e Direito.

O vice-presidente do Observatório, empresário Djalma Cintra, destacou a importância da criação do OSC. “Estaremos a disposição sempre para fazer com que a cidade avance ainda mais”, disse. Outro vice-presidente é o empresário Michel Jean. Ele disse que em breve a semente que está sendo plantada vai dar os primeiros frutos. “Iremos num segundo momento promover a educação fiscal, principalmente junto aos alunos do ensino médio”, disse.

Inauguração aconteceu nesta segunda à noite

O presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru, Lícius Cavalcanti, disse que o movimento é de extrema importância para a questão da transparência. “Gostaria de parabenizar a ideia e sugerir que os políticos também poderiam participar do debate. Acho que a cautela deve existir, mas os homens públicos devem participar do debate”, pontuou.

O presidente do OSC fez questão de explicar os motivos de políticos não serem incluídos na entidade. “O Observatório é um instrumento de cidadania e caso a participação de políticos fosse permitida, poderiam existir suspeitas. Para evitar situações desse tipo e ser um órgão imparcial, por isso que na criação do órgão por unanimidade ficou decidida a não participação”, explanou Paulo Muniz.

Representando o prefeito Zé Queiroz, o secretário Executivo de Desenvolvimento, Roberto Cavalcanti, disse que a entidade surge no momento ideal. “Caruaru não pode ser diferente de outros municípios que já têm esse tipo de entidade. Com a criação do órgão poderemos ter um feedback sobre como está sendo vista a atuação da prefeitura. Hoje vivemos numa cidade que passa por uma verdadeira transformação e esse Observatório surge no momento adequado para o município”, explanou.

O presidente da Acic, João Bezerra, finalizou o encontro e garantiu que apesar das dificuldades, valeu a pena esperar pela efetivação da entidade. “Por muitas vezes ficamos preocupados com as dificuldades, mas apesar de algumas críticas, percebemos hoje a necessidade da criação desse órgão. É um marco de cidadania para Caruaru e estamos muito otimistas com a criação do observatório”, pontuou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro