8 de junho de 2018 às 07h09min - Por Mário Flávio

Em fevereiro de 2014, a Frente Popular de Pernambuco anunciou sua chapa majoritária às eleições daquele ano: Paulo Câmara (governador), Raul Henry (vice) e Fernando Bezerra Coelho (senador). Á época o PSB tinha um líder, Eduardo Campos, que sabia impor sua liderança, avançando quando preciso e recuando quando necessário.

Já estamos no mês de junho e ainda não se conhece a composição da chapa do governador Paulo Câmara, nem tampouco a do senador Armando Monteiro. E aqui não cabe a máxima de Marco Maciel segundo a qual “quem tem prazo não tem pressa” porque o problema não é de prazo e nem tão pouco de velocidade.

O problema é de indefinição. Há dúvidas no governo e na oposição sobre o nome do candidato a vice e do segundo candidato a senador. Paulo Câmara só escolheu até agora um senador (Jarbas Vasconcelos) e o virtual candidato do PTB, Armando Monteiro, idem (o deputado Mendonça Filho). Isso mostra que o governo está confuso e a oposição (Marília Arraes à parte) mergulhada em dúvida.

Convém lembrar que na política há o tempo certo para se fazer a coisa certa. Nem tão rápido que pareça açodamento, nem tão devagar que pareça fraqueza ou indefinição. O governo está indefinido e a oposição parecendo fraca, embora não esteja, conforme pesquisas de opinião.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro