25 de junho de 2012 às 07h13min - Por Mário Flávio

Do Portal Política para Políticos

A política, como temos insistido, tornou-se uma carreira – e o político, na condição de legislador ou governante, um profissional público. A exemplo de outras atividades, a política exige competência, atualização permanente e muito trabalho. O assessor em tempo integral, que reúne confiança e qualificação, também agora é um profissional que atende a uma necessidade indispensável do político.

Há casos em que o assessor é o “faz tudo” do político. Nos dias de hoje é muito raro encontrarmos um político que não tenha ao menos um assessor trabalhando ao seu lado. A literatura especializada, entretanto, é muito pobre no que se refere a essa carreira, sobretudo quando se estabelece um contraste entre o escasso tratamento que lhe é concedido e a importância de seu competente desempenho.

Embora seja extremamente complexa, a assessoria política não possui uma definição objetiva de atribuições, responsabilidades e poderes. Ela permanece no reino do subjetivismo, adquirindo contornos mais precisos na prática dos encontros e desencontros, das expectativas frustradas e surpresas agradáveis, do ajuste de temperamentos e hábitos.

Assim, há casos em que o assessor é o “faz-tudo” do político, envolvido em todas as atividades do chefe. Existem outros nos quais o assessor é a “escala” necessária para se chegar ao líder. E outros, ainda, em que os auxiliares são especialistas setoriais, consultados apenas quando está em questão a matéria de sua especialidade.

Porém, independentemente de suas funções executivas, o assessor político é, ordinariamente, um conselheiro, uma pessoa que por suas lealdade, experiência e informação reúne condições de orientar seu chefe com criticas, orientações, advertências e sugestões.

Embora subordinado, o assessor deve ser estimulado a falar a verdade. Como dizia Maquiavel, “a única forma de um político proteger-se da bajulação é fazer as pessoas entenderem que não o ofendem por falar a verdade”. A lealdade e confiança que devem existir entre político e assessor são o aval dessa necessária sinceridade.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro