9 de abril de 2018 às 10h02min - Por Mário Flávio

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Por Inaldo Sampaio

Cumprida a etapa da prisão de Lula, resta ao PT neste início de campanha eleitoral aferir a força do “lulismo” e a capacidade que ele terá de transferir seus votos para outro candidato do PT à Presidência da República.

O ex-presidente, no discurso de improviso, sábado, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, mencionou os nomes de Manoela D’Ávilla (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) como possíveis herdeiros do seu espólio, porém na prática isto não ocorrerá porque transferência de votos é algo que não se faz automaticamente. Manoela pode até ser uma deputada muito atuante na Assembleia do Rio Grande do Sul, mas não tem liderança nacional e sua inserção nos movimentos sociais é inexpressiva.

Diga-se o mesmo de Guilherme Boulos, o líder nacional dos Movimentos dos Sem Teto. Ele pode até ser um bom ativista político. Mas daí para se tornar um candidato viável a presidente da República vai uma distância muito grande. Estranhamente, Lula não citou ninguém do PT capaz de empunhar a bandeira do “lulismo” após sua prisão.

O partido tem vários nomes “limpos” que poderiam começar a luta do zero, mas esses não são cogitados pela atual cúpula do PT: Eduardo Suplicy, Olívio Dutra, Tarso Genro, Paulo Paim e o governador Camilo Santana.

Qualquer desses representaria melhor o PT pós prisão de Lula que a atual presidente, Gleise Hoffmann que além de indiciada em vários processos não tem no momento o que se espera de um líder de um partido popular, cujo principal líder está na prisão: serenidade, maturidade e clarividência política.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro