11 de fevereiro de 2013 às 07h25min - Por Mário Flávio

O mutirão judicial instaurado na Vara do Júri de Caruaru conseguiu na semana passada, realizar dois julgamentos e sete audiências de instrução, além de encaminhar cinco processos ao Ministério Público. Os trabalhos tiveram início na segunda-feira (4) e vão durar 120 dias, podendo ser prorrogado por igual período. A previsão é de que sejam realizadas 67 sessões de julgamentos do Tribunal do Júri. O desembargador Alexandre Guedes Alcoforado Assunção está coordenando as atividades.

Um dos processos levados a julgamento foi o do réu Marcos Antônio dos Santos, conhecido por “Pai Marquinhos”, de 37 anos, que foi condenado à pena de 21 anos de reclusão. O tempo de condenação diz respeito ao somatório de 19 anos e seis meses pelo crime de homicídio, e um ano e seis meses pelo crime de destruição de cadáver praticado contra a vítima Antônio da Silva Monteiro.

Na época, o crime gerou repercussão na cidade em razão de ter sido praticado com requintes de crueldade. O réu, com ajuda de outra pessoa conhecida apenas por Junior, após embriagar e amarrar a vítima, a estrangulou com fios e decepou seu órgão genital. No dia posterior ao crime, o réu colocou o órgão genital da vítima em um pacote e mandou que fosse entregue a uma terceira pessoa. O réu Marcos Antônio dos Santos cumprirá a pena em residência, em razão do seu estado de saúde debilitado.

A juíza titular da Vara do Júri, Helenita Ramos, e os juízes Moacir Ribeiro, Mirna Gusmão, Rommel Silva e Gleydson Pinheiro, estão atuando no mutirão, que está sendo realizado em atendimento a Recomendação nº. 24 do Conselho Nacional de Justiça.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro