9 de setembro de 2013 às 23h52min - Por Mário Flávio

Do G1-PE

Representantes de três movimentos populares anunciaram, nesta segunda-feira (9), que vão entrar com denúncia em dois órgãos internacionais contra o governo de Pernambuco.

A decisão de recorrer à Anistia Internacional e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos foi tomada após a ação da Polícia Militar no protesto do Sete de Setembro, no último sábado (7), na Praça do Derby, região central do Recife.

Nove pessoas acabaram detidas e os movimentos afirma que houve violação de direitos humanos por parte da PM. De acordo com os organizadores da Resistência Pernambucana, da Frente Independente Popular de Pernambuco e da Frente de Luta Pelo Transporte Público, para embasar a denúncia, serão reunidos documentos, vídeos feitos pela imprensa, fotos de manifestantes e depoimentos de estudantes mostrando a ação policial nas recentes manifestações no estado.

“Estamos vendo uma dura repressão aos movimentos sociais em Pernambuco e assistindo uma ofensiva do governo Eduardo Campos, como a censura, a perseguição política. Vamos fazer esses procedimentos para o estado entrar no banco dos réus dos violadores dos direitos humanos”, comentou Pedro Joseph, integrante da Frente de Luta Pelo Transporte Público.

Uma das advogadas voluntárias dos movimentos populares, Noelia Brito, também reforçou a tese de que alguns integrantes estão sendo perseguidos e intimidados. Ele citou como exemplo a prisão do estudante Cristiano Vasconcelos, que teria sido detido no sábado mesmo estando sem máscara e sem cometer nenhum delito.

“Estamos muito preocupados com o rumo que se está tomando, num estado ditatorial fingindo ser democrático. Esses jovens são prova da insatisfação, um reflexo do que acontece todos os dias. Eles estão escolhendo a dedo as pessoas que serão presas”, destacou Noelia Brito.

Representante do grupo Resistência Pernambucana, Cristiano disse que vai entrar com uma ação no Ministério Público contra o governo. “Fui humilhado, tratado com bandido, mesmo sem estar fazendo nada de errado, nada ilícito”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro