30 de maio de 2013 às 14h55min - Por Mário Flávio

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Em entrevista ao programa Microfone Aberto, na Caruaru FM, o presidente do SINDECC, Milton Manoel, ex-integrante do Conselho Municipal de Transporte (COMUT), não ficou nada satisfeito com a aprovação do reajuste da tarifa de passagens de ônibus em Caruaru para R$ 2,10. Ele garantiu que a votação não poderia ser validade, sob o argumento de que feriu princípios legais, principalmente porque o Conselho precisaria indicar uma nova entidade para substituir o sindicato, após o desligamento oficial de Milton.

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“A prefeitura não fez convocação na forma do que estabelece o decreto que criou o Conselho, por escrito e em um prazo de 48 horas. Houve quebra do principio da legalidade, pois era necessário indicar uma nova entidade para integrar o COMUT, após o meu desligamento. Houve também quebra do princípio de publicidade, pois esta reunião foi convocada em cima da hora, quando na última reunião do conselho, havia sido acordado verbalmente que as próximas reuniões seriam às primeiras segundas-feiras de cada mês e esta reunião deveria acontecer na próxima semana”, criticou Milton.

O sindicalista disse ainda que vai solicitar formalmente que a prefeitura municipal anule a votação. “Essa foi uma articulação para antecipar a votação, aproveitando o feriado de Corpus Christi e a viagem do presidente da UESC, Gleison Rodrigues, para o Congresso da UNE. Vou preparar um documento para enviar ao prefeito e ao presidente do COMUT requerendo a anulação da vota”cão. Aí você pode me questionar pelo fato de eu não fazer mais parte do Conselho. No entanto,  eu sou um cidadão caruaruense e tenho o direito de expressar meu descontentamento contra essa situação”, completou.

A saída de Milton do COMUT gerou polêmica nas últimas semanas, já que ele foi um dos primeiros a defender que o Conselho fosse estabelecido para discutir o aumento das passagens. No entanto, depois de seu desligamento, ele enviou nota à imprensa explicando que a direção do SINDECC chegou a analisar uma proposta de retorno ao COMUT, mas concluiu que o sistema de transporte público na cidade estaria passando por deficiências devido à falta de atenção ao Decreto 017/95, que criou o Conselho.

 

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro