Miguel Coelho diz que Raquel Lyra mantém apoio à sua pré-candidatura ao Senado e busca preservar três nomes na chapa

Mário Flávio - 23.07.2026 às 22:23h

Com informações de Gabriela Mendes, da CNN

O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a governadora Raquel Lyra (PSD) segue comprometida com sua candidatura e trabalha para manter, ao mesmo tempo, os três nomes que hoje disputam espaço na chapa majoritária governista para as eleições de 2026.

Em entrevista à CNN Brasil, Miguel declarou que a estratégia da governadora é preservar as pré-candidaturas dele, do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), mesmo diante do impasse existente na Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.

Segundo Miguel Coelho, Raquel Lyra chegou a oferecer a vaga ao Senado para Eduardo da Fonte em duas oportunidades, mas o deputado teria recusado ambas. De acordo com o ex-prefeito, após essas negativas, a governadora consolidou o entendimento político em torno de sua pré-candidatura e da candidatura de Túlio Gadêlha. “O entendimento da governadora é de preservar as três candidaturas”, afirmou.

Miguel também minimizou o embate interno na federação e disse que o principal impasse está na defesa feita por Eduardo da Fonte de que seu nome seja o único indicado da União Progressista para disputar o Senado. A posição do parlamentar é respaldada por uma votação interna da legenda.

As declarações ocorreram poucas horas depois de o deputado federal Lula da Fonte (PP), vice-presidente estadual do Progressistas, afirmar à CNN Brasil que Eduardo da Fonte será homologado como candidato ao Senado pela Federação União Progressista. Segundo ele, uma votação interna garantiu maioria ao nome do parlamentar, que conta com o apoio de dez deputados estaduais e mais de 30 prefeitos.

Apesar da sinalização, a definição oficial ainda depende da convenção da federação, prevista para as próximas semanas. A escolha da segunda vaga ao Senado permanece como o principal ponto de divergência na formação da chapa governista, já que Túlio Gadêlha é tratado como nome consolidado para uma das vagas, enquanto União Brasil e Progressistas seguem disputando a indicação entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte para a outra cadeira.