6 de julho de 2012 às 16h59min - Por Mário Flávio

O presidente do PV em Caruaru, Marcelo Rodrigues, não gostou da decisão de Alessandro Feitosa em desistir da candidatura a vereador. Ele não só lamentou a postura de Alessandro, como também criticou a forma como ele vinha se comportando em entrevistas à imprensa nos últimos dias. Segundo Marcelo, Alessandro não conseguiu aceitar o fato de a executiva municipal do partido ter decidido apoiar a frente de oposição na cidade.

“Vivemos um jogo político. Durante as reuniões do partido, a maioria da executiva municipal e a maioria dos pré-candidatos do partido decidiu marchar com a oposição. Tratou-se então de uma decisão democrática, quando uma minoria quer prevalecer sobre a decisão da maioria, aí sim é uma ditadura. A declaração do apoio do PV à candidatura de Miriam Lacerda teve o aval da Executiva Estadual e da Nacional”, argumentou Marcelo.

No contexto

Alessandro Feitosa desiste de sair candidato a vereador

Além disso, o presidente do PV afirma que a adesão do partido à base de oposição porque houve identificação com a projeto de políticas ambientais oferecido. “O projeto político apresentado pela oposição se adequou aos objetivos dos verdes em Caruaru. É preciso entender que em 3 anos e meio de gestão atual, o PV não teve espaço algum no governo municipal, passamos ainda 10 meses sem uma diretoria de meio ambiente, sequer temos uma Secretaria de Meio Ambiente. O prefeito não procurou diálogo conosco. Na verdade, nem o vice-governador, que é do mesmo partido que ele, conseguiu diálogo com Queiroz, que dirá eu. Eu esperava ter condições de apresentar um projeto de políticas ambientais e o prefeito não quis nos escutar até agora, quando eles querem utilizar nosso tempo de guia nas eleições”, ressaltou insatisfeito.

Sobre a situação de Alessandro Feitosa, depois de ele ter desistido da candidatura, Marcelo chegou a admitir que ele poderia sofrer alguma penalidade, baseada no estatuto do partido, mas disse que prefere não arrastar mais atritos com Feitosa. “É, pelo estatuto do partido sim, mas é melhor que algumas feridas sejam cicatrizadas com o tempo. Eu respeito o posicionamento dele, mas a postura que tomou revela imaturidade política. Acredito que quando vestimos a camisa de um partido, não podemos abandoná-la só para apoiar o projeto de um candidato. Eu mesmo abandonei minha pré-candidatura a prefeito porque percebi que era importante viabilizar-se financeiramente e politicamente em uma campanha”, declarou. Questionado se ele acreditava que a postura crítica de Alessandro seria pessoal, Marcelo reflete: “só posso dizer isso, sim, pela forma como ele vem se comportando nas entrevistas à imprensa, se referindo diretamente a mim”.

Composição atual do PV

Diante do contexto de definições do rumo do partido, outra atitude de Marcelo que desagradou Alessandro foi a alteração da composição da executiva municipal do partido. Mas, segundo Rodrigues, essa composição datava de 2010 e contava com membros que não faziam mais parte do partido, como Geraldo da Autoescola (PSL). Essa manobra de Marcelo, lhe deu a maioria na executiva e foi decisiva para fechar o apoio a frente de oposição em Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro